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Política

Padre Patrick confronta influenciadores e cobra punição para divulgação de apostas

Religioso afirma que recusou oferta de R$ 500 mil para divulgar casas de apostas no início da carreira como influenciador

cpi das bets
O padre Patrick, durante oitiva na CPI das Bets - 21/5/2025 | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O padre Patrick, que também atua como influenciador digital, foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets nesta quarta-feira, 21.

As declarações do religioso contrariaram os depoimentos dos influenciadores Virginia Fonseca e Rico Melquiades, que mencionaram a regulamentação das apostas pelo Congresso Nacional para escapar da responsabilidade pelas divulgações que fizeram.

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“Contas demo” enganam seguidores

Durante a sessão, padre Patrick reafirmou que as casas de apostas utilizam contas de demonstração para enganar os seguidores sobre a possibilidade real de perdas.

O religioso defendeu punições mais severas e previstas em lei para esse tipo de propaganda. Segundo ele, a ambição é o que motiva os contratos entre influenciadores e as plataformas de apostas.

“Tenho compaixão pelos que estão tomados pelo vício”, afirmou o padre. “Até que ponto você consegue deitar a cabeça no travesseiro sabendo que está contribuindo para esse estrago?”

O padre também declarou que os principais afetados pelo vício em jogos são pessoas humildes. “Pessoas que têm o mínimo para viver.”

Proposta ao padre Patrick

Ainda durante a audiência, o padre revelou que recusou uma proposta de aproximadamente R$ 500 mil para divulgar casas de apostas no início de sua carreira na internet.

Justificando a CPI

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets, usou o depoimento para justificar sua atuação na última semana, quando incentivou Rico Melquiades a apostar ao vivo durante a oitiva.

Segundo a senadora, os críticos não compreendem “a profundidade da investigação”. Para ela, a postura de Virginia Fonseca e Rico Melquiades “entregou muito”.

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A parlamentar reconheceu, no entanto, que a comissão não tem tempo hábil para realizar buscas e apreensões nos celulares dos influenciadores, o que dificultaria a diferenciação entre contas autênticas e contas de demonstração.

Apesar das críticas aos influenciadores, a CPI das Bets ainda não convocou proprietários de casas de apostas nem lobistas do setor.

Como revelou Oeste, o lobista Silvio de Assis enviou um ofício à comissão em que manifesta interesse em depor. No entanto, o requerimento para ouvi-lo, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), enfrenta resistência do presidente da CPI das Bets, senador Hiran Gonçalves (PP-RR).

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