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Política

Pacheco apresenta projeto da nova lei de impeachment

A proposta aumenta número de crimes de responsabilidade e de autoridades que podem ser punidas

Senadores, durante sessão deliberativa na Casa | Foto: Foto: Divulgação/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou o Projeto de Lei 1.388/2023, para renovar a lei de impeachment no Brasil.

O texto, apresentado na quinta-feira 23, foi elaborado por uma comissão de 12 juristas, e contou com o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo recomendou a revogação da Lei 1.079, de 1950, que define os crimes de responsabilidade e regula o processo de julgamento.

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Além de especificar os crimes de responsabilidade, a proposta atualiza o procedimento de deposição, as condutas dos agentes e delimita um prazo de 30 dias úteis de análise para cada pedido apresentado no Congresso. Hoje, não há um prazo para a avaliação.

A comissão terá até 20 dias úteis para analisar e poder enviar a matéria para a Casa avaliadora. Caso a denúncia seja rejeitada, um terço de cada Casa — isto é, 171 deputados ou 27 senadores, respectivamente — ou líderes partidários que, juntos, totalizem o número podem apresentar em recurso em até dez dias úteis. O pedido então será incluído em pauta de reunião em até 30 dias úteis para deliberar sobre o tema.

Continuarão sendo necessários dois terços — 342 deputados ou 54 senadores — para que a proposta avance em plenário. O processo seguirá então para análise, por 180 dias.

O projeto tipifica uma série de novos crimes de responsabilidade. No caso do presidente da República, eles são divididos em cinco grandes áreas. Uma das novidades é a seção exclusiva para crimes contra as instituições democráticas, a segurança interna do país e o livre exercício dos Poderes constitucionais.

O texto oficializa a separação da votação final do Senado, em caso de impeachment do presidente, assim como aconteceu com Dilma Rousseff, em 2016. “Cometeu a autoridade acusada o crime que lhe é imputado e deve ser condenada à perda do cargo?”, questionará o presidente. Após a pergunta, que pode ser respondida com sim ou não, uma nova votação será realizada para consultar os senadores sobre a inabilitação para o exercício de cargo público num prazo de até oito anos.

O projeto também amplia o rol de autoridades sujeitas a processos de impeachment. Estarão inclusos ministros do STF e de Tribunais Superiores, comandantes das Forças Armadas, membros do Ministério Público, procurador-geral da República, advogado-geral da União, governadores e vices, secretários estaduais, entre outras autoridades.

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0 comentários
  1. Christian
    Christian

    Tendo dedo do polaco e do pachequinho, desconfiem. Coisa boa não é.

  2. Silva
    Silva

    Se ‘atacar’ um ‘instituição democrática’ (leia-se criticar ministros do STF), for crime de responsabilidade passível de impeachment, nunca se poderá sequer se cogitar o pedido de impeachment de um ministro do STF. Logo, a inclusão destes na proposta de lei, serve apenas para dar a ideia de isenção e facilitar o trâmite. Na prática, seria virtualmente ‘incassáveis’.

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Ontem, no canal do Diogo Forjaz, ele destrinchou esse projeto e a conclusão a que ele chegou, não foram as melhores, ainda mais, partindo de quem propõs essas alterações. Como não conheço o teor, não vou opinar mas confio na análise do Diogo Forjaz que me parece ser alguém de confiança e, pelo que ele disse, isso daí é uma tremenda arapuca.

    1. Elisabete de Godoi Buzoni
      Elisabete de Godoi Buzoni

      Presidente da República, crime contra as instituições democráticas, aí está um grande problema. O STF e a esquerda considera crime as instituições democráticas os conservadores falar a verdade! Logo os nossos representantes, nunca poderão dizer a verdade, pois poderão sofrer o impechiman, ou seja, todos os poderes Unidos, sem mencionar nenhuma crítica!

  4. Ivin
    Ivin

    Olha o golpe!!!
    Vão blindar o STS e mais políticos.
    Todos interessados em se proteger vão aprovar rapidinho.
    OU SERÁ QUE OS CAVALEIROS DESTEMIDOS DA DIREITA VÃO BLOQUEAR?

  5. MONICA DRUMMOND VILLACA
    MONICA DRUMMOND VILLACA

    Se Lewandowsky participou do grupo que elaborou a nova lei e se Rodrigo Pacheco assina em baixo, muito cuidado!!!!! Tem pegadinha no texto. Algo não cheira bem.

  6. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    CUIDADO!!
    ESSE PACHECO É BANDIDO…
    CERTEZA tem artigos que facilitam os corruptos fugirem..se safarem…ou FICARÁ MAIS DÍFICIL FAZER O IMPEACHIMENT…
    NÃO SEJAM BOBOS pessoal conservadores.. TEM CAROÇO NESSE ANGÚ

  7. jose angelo baracho pires
    jose angelo baracho pires

    A Constituição precisa ser respeitada, independentemente de CEP.

    1. jose angelo baracho pires
      jose angelo baracho pires

      VAMOS AO QUE INTERESSA:
      – PEC DO VOTO AUDITÁVEL
      – PEC DA PRIVSÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA
      – REDUÇÃO DE MANDATO NO SUPREMO FEDERAL MENOR OU IGUAL DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PRÁ VALORIZAR E SER COERENTE COM UMA DEMOCRACIA, CUJA RAZÃO É O POVO, O SEU VOTO.

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