Há algo de romântico na cena retratada pelo Poder360: ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recolhidos em conclave para deliberar o destino de Dias Toffoli no caso Master, pesando custos políticos como se discutissem a administração de um espólio familiar.
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Como tem sido comum naquela edificação cuja função já não se sabe qual é — a ponto de manifestantes já a terem confundido com um sanitário —, o direito passou longe da reunião secreta. Nada de autos, provas ou teses jurídicas: tratava-se de avaliar danos, medir desgaste e decidir se valeria a pena oferecer um colega em holocausto simbólico para salvar a fachada do templo.
No meio da conversa, deu-se a revelação sociológica do século. Cármen Lúcia teria observado que “todo taxista” fala mal do Supremo e que a população está contra a Corte. A descoberta é comovente. Depois de anos discursando sobre pedagogia democrática, combate à desinformação e defesa das instituições, a ministra constatou — pela via empírica do banco traseiro — que o prestígio do tribunal evaporou. Quem diria que o povo não gosta de censores, tiranos e lobistas fantasiados de magistrados.
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A surpresa beira o sublime. Em 2023, o ex-desembargador Sebastião Coelho afirmou, da tribuna do próprio Supremo, que os ministros eram “as pessoas mais odiadas do país”. A resposta veio com a húbris quase lisérgica de Alexandre de Moraes: isso era coisa de “uma minoria extremista”. A imprensa cortesã, sempre pronta a oferecer flores ao poder, garantiu que o amor popular permanecia intacto — bastava não ouvir os taxistas.
Carmem Lúcia — a eterna musa do “Estado excepcionalíssimo de direito” — lembra Anna Karenina, no instante em que percebe que a chama de Vronski vacila e que o mundo, antes rendido ao seu encanto (ao menos foi isso que prometeu a GloboNews), agora a observa com frieza. A diferença é que, no drama russo, havia ao menos grandeza trágica; aqui, há apenas autocomiseração institucional.
Resta que o espelho, esse personagem implacável dos contos de fada, não costuma mentir por muito tempo. A erosão da confiança pública já estava registrada em pesquisas e, sobretudo, no senso comum. O brasileiro comum — taxistas, motoristas de aplicativo, feirantes, caixas de supermercado, cabeleireiros e manicures — há muito percebera que ali já não havia juízes, mas atores políticos, administradores de narrativas, estrategistas de ocasião.

Como confessou o comunista Flávio Dino em seu discurso pró-blindagem de Toffoli, o que era Corte virou, na melhor das hipóteses, um clube: “Eu sou STF Futebol Clube”, disse o “Rocambole do Inferno” (mais um apelido que revela o carinho do povo por seus magistrados).
Agora, cogita-se sacrificar o Barão de Tayayá para restaurar a estima perdida — como se o problema fosse o amante errado, não a relação inteira. A omertá vacila, e a Suprema Corte descobre, como a Rainha Má, que o encanto acabou. Os taxistas têm razão. Espera-se apenas que também eles não sejam presos por “atentar contra o Estado democrático de dinheiro” ou afrontar a pretensa honra dos desonrados.





































Parabéns aos honrados brasileiros e em especial aos honrados taxistas!
Texto irretocável, parabéns, vivem em Nárnia pra não entenderem o que está acontecendo no mundo real.
Ainda que nada que essa senhora fale sirva para absolutamente nada, fica uma sugestão para próximo parlamento cortar regalias como veículo blindado, segurança vitalício de dez homens, 24 HS por dia, acaba com essa afronta vá de táxi.
BUKELE avisou, Flávio… SOMOS GOVERNADOS POR UMA QUADRILHA, MAS NÃO HÁ MAL QUE DURE PARA SEMPRE.
“Extratos comprovam repasses milionários de Daniel Vorcaro para empresa de ministro Dias Toffoli” “Vorcaro diz que foi cobrado por aportes em resort de Toffoli: ‘Me deu um puta problema’” “Há algo lógico no caso Master. Sacrifica-se um personagem para preservar um modelo” “Toffoli ganhou R$ 8 milhões como servidor em 20 anos, mas foi sócio de resort de luxo” “Entenda por que maioria de parlamentares apoia CPI do Master, mas cúpula resiste” Simples. A cúpula do Senado, Davi Alcolumbre à frente, não tem compostura moral nem respeito a seus eleitores, e faz o que o Supremo Tayayá Master Federal lhe mandar fazer. Afinal, Alcolumbre tem o felpudo rabo preso em supremas gavetas. Lembremos, que o TESOUREIRO da campanha de Davi Alcolumbre, é alvo da PF e seu apadrinhado. O diretor-presidente da Amprev (Amapá Previdência), JOCILDO SILVA LEMOS, foi um dos alvos da operação da PF (Polícia Federal), realizada hoje, para investigar aportes da instituição no Banco Master. Jocildo saiu de casa muito mais cedo dizendo que iria à academia e no trajeto “perdeu” seu celular. Por “artes” do JOCILDO, certamente orientado pelo DAVI ALCOLUMBRE, já que o JOCILDO lhe deve mesuras, e não aportaria 400 MILHÕES DE REAIS no Banco Master, sem a anuência do seu chefe, padrinho, dono. Êta, Brasil… “No camarote da Sapucaí, Lula e Alckmin exibem enredo de lealdade ameaçada” Na verdade, o LULA sendo o que é, já rifou o Alckmin, que lhe ajudou a voltar à cena do crime. LULA só tem compromisso com o LULA, mas vai ter muitos problemas com as apurações da gatunagem no INSS com o MILIONÁRIO SINDINAPI do Frei Chico, irmão do LULA, com o LULINHA recebendo 25 MILHÕES DE REAIS e mesada de 300 MIL REAIS do Careca do INSS, que segundo graúdo Jaó que conhece os esgotos da Praça dos Três Poderes, avia DELAÇÃO para entregar “todes” do esquema da roubalheira. O PT acha que os brasileiros são desmemoriados. “Presidente do PT critica linchamento público’ após Toffoli deixar caso Master” Edinho, você que foi tesoureiro de campanha da Dilma, que recebeu dinheiro da fraude da tal compra de RESPIRADORES que nunca da silva chegaram a quem precisava, sabe que não há maior LINCHAMENTO PÚBLICO como o da Débora do Batom, por repetir frase de afetado Ministro do STF, ou a morte do CLEZÃO por decisão unilateral do Ministro Alexandre de Moraes. A Acadêmicos de Niterói, que fez “homenagem” ao LULA, com dinheiro dos esfolados pagadores de imposto, na alegoria sobre Bolsonaro preso, deveria informar que Bolsonaro não foi preso por CORRUPÇÃO e LAVAGEM de DINHEIRO, como o LULA foi. “Lula recebeu dinheiro em espécie de propina da Odebrecht, diz Palocci em delação” “Veja Marcelo Odebrecht falando de R$ 300 milhões para o PT e Lula Em depoimento prestado em 10 de abril de 2017, o executivo e herdeiro da empreiteira descrevia como foram entregues os valores” “Dono da JBS, Joesley Batista, diz ter transferido US$ 150 milhões no exterior para campanhas de Lula e Dilma” Como LULA não Processou Palocci, Marcelo Odebrecht e Joesley Batista, dá a nota para um baita Samba Enredo no próximo Carnaval.
Sebastião Coelho não é -ex-desembargador- e sim, como todo integrante da magistratura, no seu caso, -desembargador aposentado-. Artigo primoroso.