A oposição na Câmara dos Deputados criticou o anúncio do governo federal sobre a viabilização de um empréstimo de R$ 20 bilhões para estancar o rombo dos Correios. A operação financeira ocorreria com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e instituições privadas, com respaldo do Tesouro Nacional.
Para os parlamentares, o empréstimo aos Correios é apenas “mais uma dívida para o povo pagar” e demonstra “mais um entrave no caminho da responsabilidade fiscal” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Revelam-se os efeitos da gestão desastrosa em estatais estratégicas”.
Receba nossas atualizações
Para o vice-líder da oposição na Câmara, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), “esse empréstimo representa mais uma dívida que recairá sobre os brasileiros”. “Em vez de ajustar as finanças, o governo opta por endividar os Correios, transferindo ao contribuinte a responsabilidade pelo rombo criado.”
+ Governo articula empréstimo de R$ 20 bilhões para ajudar Correios
O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Rodolfo Nogueira (PL-MS), também destacou que não é possível “permitir que mais essa dívida venha do bolso do povo”. “Os Correios precisam de reestruturação real, com corte de privilégios e gestão eficiente, não empréstimos emergenciais”, avaliou. “O Congresso fiscalizará cada passo.”
Oposição critica gestão “falha” da estatal

Na análise do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), houve uma falha na gestão dos Correios. “Estatais não são cabide de emprego”, disse. “Nem cabem em manobras fiscais.”
“Se os Correios estão pedindo R$ 20 bilhões emprestados, é porque a governança falhou”, alertou Valadares. “O Congresso precisa investigar responsabilidades e evitar que a sociedade arrole mais uma dívida.”
Leia mais: “Uma bomba chamada Correios”, reportagem de Lucas Cheiddi e Uiliam Grizafis publicada na Edição 287 da Revista Oeste
O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) afirmou ser “essencial que esse processo de empréstimo seja acompanhado com rigor”. “Quem explica esse déficit? Onde foram aplicados os recursos?”, indagou o parlamentar. “É inadmissível que uma empresa pública tão importante precise de socorro emergencial.”
Já o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) ressaltou que “esse tipo de empréstimo encarece impostos, compromete o Orçamento e reduz o espaço para investimentos sociais”. “O governo cria rombos, depois pede dinheiro para cobri-los”, avaliou. “O que demonstra uma administração irresponsável.”
Leia também: “A nova caixa-preta de Brasília”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 291 da Revista Oeste
Empréstimo para os Correios
O governo Lula busca garantir recursos para manter as operações dos Correios e executar um plano de reestruturação que prevê demissões voluntárias, ajustes no plano de saúde e renegociação de dívidas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A estatal estima necessidade de R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 10 bilhões em 2026, valores destinados a reforçar o capital de giro e financiar ações do plano de recuperação. O montante final do empréstimo ainda está em negociação e não está descartado um aporte adicional do Tesouro, dependendo do cenário fiscal.
As tratativas avançaram em reunião realizada na semana passada, com participação dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações), além de representantes do Tesouro Nacional, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Os Correios como empresa ou equivalente não tem salvação, mau gerida custosa e função social a muito deixou de existir dinheiro só não vai resolver.
Realmente teremos que pagar e com certeza mais dinheiro para esse governo meter no bolso ,.