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Política

Oposição recorre para anular manobra do governo que levou à rejeição de relatório da CPI

A proposta foi rejeitada por 6 votos a 4, resultado que gerou contestação dos oposicionistas, especialmente por conta das trocas de membros na comissão no dia da votação

CPI do Crime Organizado
A instalação da CPI do Crime Organizado | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Uma movimentação de parlamentares da oposição busca reverter a derrota sofrida pelo relatório na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O recurso, apresentado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Marcos do Val (Avante-ES), solicita à Mesa Diretora do Senado a anulação da votação que rejeitou o parecer de Alessandro Vieira (MDB-SE).

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O relatório de Vieira recomendava o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes — e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. A proposta foi rejeitada por 6 votos a 4, resultado que gerou contestação dos oposicionistas, especialmente por conta das trocas de membros na comissão no dia da votação.

Troca de membros na CPI gera polêmica

Na terça-feira 14, data final dos trabalhos da CPI, governistas substituíram dois senadores alinhados à oposição: Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val, ambos pertencentes ao Bloco Parlamentar Democracia. Foram designados, em seus lugares, Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), ambos próximos ao governo federal. A manobra foi considerada estratégica para garantir a derrota do relatório.

Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste

No documento apresentado, os senadores oposicionistas alegam que a substituição de membros alterou de forma artificial a composição interna da comissão. “Não faria sentido reconhecer a força normativa da proporcionalidade apenas na origem da CPI e admitir, logo depois, que ela pudesse ser esvaziada por substituições estratégicas capazes de alterar artificialmente a correlação interna de forças justamente no ato de votação”, afirmou o grupo, conforme registro da fonte original.

Decisão final depende da Mesa do Senado

A decisão sobre o recurso cabe à Mesa do Senado, presidida por Davi Alcolumbre (União-AP), que já havia demonstrado oposição ao teor do relatório. Em declaração no Palácio do Planalto, Alcolumbre condenou o que classificou como “agressões permanentes às instituições”. O parecer derrotado apontava suspeição, quebra de decoro e alegava interferências do STF no andamento das investigações da CPI, citando suspensão de diligências e restrição de acesso a informações. O caso do Banco Master foi mencionado como exemplo de ligação entre crimes financeiros e organizações criminosas, porém o relatório não pedia o indiciamento de operadores diretamente envolvidos no esquema.

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2 comentários
  1. gustavo reboucas da palma
    gustavo reboucas da palma

    De onde vem essa força maligna de Alcolumbre?

  2. Ana Maria Rodrigues Prego
    Ana Maria Rodrigues Prego

    Manobra ilícita, não estratégica, e se a lei permite essa safadeza então precisa ser mudada.

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