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Política

Oposição diz que González assumirá Presidência da Venezuela em 10 de janeiro

Partido de María Corina Machado pede a venezuelanos que mantenham pressão até que Maduro deixe o país

O candidato da oposição na Venezuela, Edmundo González Urrutia, e a líder María Corina Machado em coletiva de imprensa na madrugada desta segunda, 29 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Corina e González durante discurso: posse de opositor está prevista para 10 de janeiro do ano que vem, segundo a oposição | Foto: Foto: Reprodução Redes Socias

Edmundo González vai assumir a Presidência da Venezuela em 10 de janeiro de 2025. A informação é da líder da oposição, María Corina Machado, conforme declaração nesta segunda-feira, 12.

O início de mandato de Edmundo González coincidiria com o fim da gestão do ditador Nicolás Maduro.

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A oposição contesta o resultado divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). De acordo com o CNE, órgão que o governo mantém sob controle, Maduro obteve 52% dos votos no dia 28 de julho, data da disputa política. 

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As atas eleitorais, que registram os votos em cada local de votação, não foram divulgadas. Por esse motivo, tanto a oposição quanto grande parte da comunidade internacional dizem não reconhecer a reeleição do atual presidente.

González teve 67% dos votos, dizem opositores

Ao contrário do que sustenta o CNE, a oposição afirma que González venceu as eleições, com 67% dos votos válidos. María Corina argumenta que seu grupo político acompanhou a maioria dos locais de votação, onde teve acesso a 80% das atas digitalizadas.

A ex-deputada continua pedindo à população que intensifique a pressão sobre Maduro. Afinal, o objetivo é fazer com que o ditador desista de se manter no poder, concorde com a posse de González e deixe o país.    

Oposição quer fim da repressão na Venezuela

A líder quer que a comunidade internacional também obrigue Maduro a cessar com os exercícios de repressão. O ditador venezuelano tem usado as Forças Armadas locais para intimidar manifestações contra o golpe eleitoral.

Apesar das críticas, especialmente de países como os Estados Unidos, Maduro tem sustentado a repressão. Em diversos pronunciamentos, o ditador classifica os opositores de “fascistas” e “golpistas”. 

Em discursos, o ditador usa o termo “mão de ferro” para ilustrar a forma de tratar os opositores. Maduro quer Corina e González presos.

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