A oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à forma como a gestão petista agiu para barrar o relatório final, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), da CPI do Crime Organizado, no Senado Federal.
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O relatório da CPI pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade passíveis de impeachment.
O indiciamento se deu no contexto das investigações do Banco Master. Moraes e Toffoli têm envolvimento direto com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o banco; Gilmar concedeu liminar para blindar os colegas; e o PGR é acusado por Vieira de omissão na investigação das possíveis condutas indevidas.
A reação contra a manobra de Lula
Nas redes sociais, o senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que Lula manobrou sua base para retirá-lo dos trabalhos e, assim, obter a maioria governista para a rejeição. “Manobra vergonhosa de quem mente ao povo brasileiro”, escreveu o ex-juiz. “Finge ser favorável às investigações, enquanto na realidade é contra.”
Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse que, “quando investigações ameaçam quem está no poder, o governo age para abafar”. “Já fez isso com a CPMI do INSS”, escreveu, no X. “Ninguém está acima da lei. Mas é exatamente isso que estamos vendo: o governo impedindo que criminosos sejam punidos.”
No mesmo sentido, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou a ação do governo Lula. “A rejeição do relatório da CPI do Crime Organizado não foi um resultado político, foi uma manobra abjeta”, opinou. “A troca de membros na última hora, para blindar poderosos, desmoraliza o Parlamento e afronta a sociedade. O que se viu hoje não foi votação, foi engenharia para garantir impunidade!”
Manobra de Lula da CPI do Crime Organizado

A base governista, em uma articulação de última hora, mudou a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e conseguiu rejeitar o relatório final, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), nesta terça-feira, 14. A derrubada do texto ocorreu por 6 votos a 4.
O próprio presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), se opôs ao texto de Alessandro Vieira, apesar de não votar.
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O relatório acabou sendo derrubado da mesma forma que o da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social, ou seja, por meio da articulação da base do governo Lula na Casa.
No entanto, desta vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atuou diretamente na derrubada do texto. Pouco antes do início da votação, ele enviou ao presidente da CPI um ofício em que determina as alterações na formação da comissão, que passou a contar com mais parlamentares do PT.
Veja as mudanças:
- Marcos Rogério (PL-RO) assumiu o posto de Wellington Fagundes (PL-MT);
- Esperidião Amin (PP-SC) foi designado suplente;
- Soraya Thronicke (PSB-MS) assumiu o posto de Jorge Kajuru (PSB-GO);
- Teresa Leitão (PT-PE) assumiu o posto de Sergio Moro (PL-PR);
- Beto Faro (PT-BA) assumiu o posto de Marcos do Val (Avante-ES); e
- Camilo Santana (PT-CE) assumiu o posto de Randolfe Rodrigues (PT-AP).





































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