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Política

ONU quer regras rígidas contra corrupção em escritórios de advocacia no Brasil

Recomendação das Nações Unidas pede endurecimento da fiscalização e definição mais clara de responsabilidades de advogados

Fachada da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). ONU mira advogados no Brasil
Fachada da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) | Foto: Reprodução/Internet

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de relatório da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (Uncac), recomendou que o Brasil adote regras mais rígidas para combater a lavagem de dinheiro em escritórios de advocacia. A publicação cita compromissos assumidos desde 2006, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República.

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O documento pede que o país reforce a fiscalização e implemente medidas de prevenção específicas para escritórios de advocacia. Destaca, ainda, a necessidade de regulamentação clara sobre as responsabilidades de advogados e outros profissionais jurídicos na prevenção à lavagem de dinheiro.

Lacunas na legislação e recomendações da ONU

Onu
Bandeira da ONU | Foto: Reprodução/Freepik

Segundo o relatório, ainda que a Lei nº 9.613 trate de forma ampla o crime de lavagem de dinheiro e apresente mecanismos preventivos, faltam regras voltadas para segmentos específicos. Entre eles, cartórios e, principalmente, escritórios de advocacia, que não contam com regulação equivalente à dos cartórios.

Casos recentes mostram que advogados de várias regiões do Brasil foram investigados sob suspeita de participação em esquemas de corrupção. Um exemplo ocorreu em agosto, quando o escritório de Nelson Wilians foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Cambota, derivada da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.

Leia também: “É recebendo que se dá”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 294 da Revista Oeste

Em resposta à cobrança internacional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) declarou, ao jornal O Estado de S. Paulo, que “a garantia do sigilo profissional do advogado brasileiro é semelhante à proteção que os advogados norte-americanos e ingleses possuem”.

“Sem esse sigilo, não há direito de defesa assegurado”, escreveu o órgão. “O advogado é o profissional do cidadão, e esse é mais importante do que o Estado. Os maus profissionais não podem servir como pretexto para aniquilar a garantia de defesa do cidadão.”

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2 comentários
  1. David S
    David S

    O problema todo está no atual comportamento da ONU.
    Ela está mais desmoralizada do que goleiro frangueiro em clube de várzea…..

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