O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, criticou o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em escândalos recentes e confirmou sua presença no ato convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que ocorrerá em 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo.
“Como não tenho rabo preso, posso afirmar com todas as letras: é inadmissível o que o STF está fazendo com o Brasil”, escreveu Zema em uma publicação no X, nesta quarta-feira, 18, ao divulgar o trecho de uma entrevista concedida nesta terça-feira 17, à rádio Jovem Pan.
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“O STF se transformou no supremo balcão de negócios”, disse Zema na entrevista. “Tem muita gente graúda envolvida. Aqueles que se julgam intocáveis estão lá olhando única e exclusivamente para interesses próprios.”
“O Supremo Tribunal Federal precisar de um código de ética é a mesma coisa que o papa precisar de um caderninho de religião”, completou.
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Sem citar nomes, Zema também criticou o envolvimento de parentes de ministros do STF com o escândalo do Banco Master.
“Sou o único candidato à Presidência que tem criticado o Supremo”, afirmou. “Como eu não tenho rabo preso, acho inadmissível mulher de ministro fazer contrato para ganhar R$ 3 milhões por mês e irmão de ministro ter contrato de compra e venda para receber R$ 35 milhões.”
Zema confirmou presença no ato de 1º de março
Na entrevista, o governador também confirmou presença no ato convocado por Nikolas e batizado de “Acorda, Brasil”.
“Estarei lá, dando total apoio”, afirmou. “O brasileiro precisa se manifestar contra este governo. Estarei lá com o Nikolas, uma pessoa que eu admiro e que terá um futuro político brilhante.”
Além de reivindicar a anistia para os presos do 8 de janeiro, a manifestação pedirá o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF.
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