A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto, nesta terça-feira, 23.
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Conforme a denúncia, ambos invadiram os sistemas internos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a fim de desacreditar o Judiciário.
“Zambelli, de maneira livre, consciente e voluntária, comandou a invasão a sistemas institucionais utilizados pelo Poder Judiciário, mediante planejamento, arregimentação e comando de pessoa com aptidão técnica e meios necessários ao cumprimento de tal mister, com o fim de adulterar informações, sem autorização expressa ou tácita de quem de direito”, argumentou a PGR. “Sob comando de Zambelli, ao menos no período entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, Neto invadiu dispositivos informáticos utilizados pelo Poder Judiciário, com o fim de adulterar informações, sem autorização expressa ou tácita de quem de direito.”
Mandado de prisão contra Moraes em caso Zambelli e Delgatti

Ainda de acordo com a PGR, Carla tinha consigo um arquivo com mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PGR, Carla e Neto trocaram o documento entre si. “Dessa forma, com essa dinâmica é possível inferir que, logo após emitir o arquivo, Walter Delgatti o encaminhou para Carla Zambelli, em cumprimento ao acordo que haviam entabulado”, escreveu a PGR.
A denúncia contra Carla é pela prática de 10 crimes:
- 7 crimes do artigo 154-A e parágrafo 2º do Código Penal (invasão de dispositivo informático);
- 3 crimes do artigo 299 do Código Penal(falsidade ideológica), por terem inserido documentos ideologicamente falsos no sistema informático.






































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