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Política

'O pior período de toda a minha vida', diz filha de Clezão sobre a morte do pai

Para Luiza Cunha, Alexandre de Moraes deve 'pagar por seus crimes'

Clezão, ao lado de sua mulher e filhas
Clezão, ao lado de sua mulher e filhas; ele era morador de Brasília, no Distrito Federal | Foto: Reprodução/Twitter X/@eduardoafvieira

Nos três anos que se passaram desde as manifestações de 8 de Janeiro de 2023, nenhum caso foi mais emblemático que o de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão. Morto em novembro daquele ano, aos 45 anos, ele passou dez meses aguardando um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa de sua saúde fragilizada, com um atestado alertando sobre o risco de morte emitido apenas três dias depois das manifestações, a defesa de Cleriston pediu a liberdade sete vezes. Mas ele não aguentou.

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Agora, sua filha, Luiza Cunha, luta para manter viva a história da tragédia. Em entrevista ao Jornal da Oeste, ela cravou o tempo entre a prisão e a morte do pai como “o pior período” de toda a sua vida.

“A gente passou fome quando eu era criança, e estávamos chegando a uma estabilidade em que poderíamos comer o que quiséssemos. Meu pai trabalhou muito para isso”, relembrou, visivelmente emocionada. “E depois de ele ter trabalhado tanto para isso, ele não tinha o que comer, não tinha a liberdade de abrir uma geladeira e comer o que quisesse. Foi a pior cena que eu vi em toda a minha vida.”

Filha de Clezão deseja que Alexandre de Moraes ‘pague pelos crimes dele’

Durante a participação no programa, Rodrigo Constantino perguntou para Luiza o que ela deseja para o futuro do ministro Moraes. “Eu desejo que ele pague pelos crimes cometidos”, ela disse. “Não desejo mal; desejo que a justiça seja feita.”

Para sua resposta, ela mencionou a Lei da Semeadura, que tem base no versículo Gálatas 6:7 da Bíblia. O trecho diz: “Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” A filha de Clezão afirma que a sua família foi vítima da “falta de empatia e a ruindade dessas pessoas”. “A Lei da Semeadura não falha. Como cristã, eu acredito nisso.”

Em determinado momento do programa, Constantino destacou como Clezão foi “morto por negligência” e questionou se a “velha imprensa” ignorou a morte do pai de Luiza. Ela afirmou: “Sinto que eles tentam justificar a morte do meu pai e desumanizar o que está acontecendo no Brasil.”

Leia também: “8 de janeiro: STF condenou 835 pessoas nos últimos 3 anos”

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