O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pelo relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que propôs seu indiciamento.
O parecer também sugeria o indiciamento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No relatório, o senador apresentou indícios de envolvimento dos quatro no caso do Banco Master. Para Vieira, os ministros e o PGR cometeram crimes de responsabilidade e de condutas incompatíveis com o cargo, passíveis de impeachment.
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Em entrevista ao Jornal da Globo, exibida na quarta-feira 22, Gilmar disse estar “chocado” com o fato de uma CPI sobre crime organizado terminar com sugestões contra magistrados.
Durante a entrevista, Gilmar indagou os motivos do relatório e levantou hipóteses sobre a conduta do parlamentar. “Por que ele fez isto? Porque ele está ameaçado pelo crime organizado? Ou, o que pode ser pior, porque está sendo financiado pelo crime organizado?”, afirmou.
Gilmar avança contra senador
Não é a primeira ofensiva do ministro contra o senador. Em 15 de abril, Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República contra Vieira, alegando “abuso de autoridade” por parte do relator da CPI do Crime Organizado.
Na representação, o ministro acusa Vieira de desvio de finalidade e “grave arbitrariedade”. Em reação, o parlamentar solicitou o arquivamento do caso, alegando que sua atuação está protegida pela imunidade parlamentar.
A resposta de Alessandro Vieira

Ao jornal Carta Capital, Alessandro Vieira afirmou que a declaração do ministro é “patética” e acusou Gilmar de usar ataques em vez de responder ao conteúdo do relatório.
“O ministro não nega ou explica os fatos, apenas ataca com mentiras e insinuações um parlamentar em pleno exercício do seu mandato”, disse. Segundo o senador, seu voto se baseou em análise técnica de fatos comprovados.
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