publicidade
Política

O Brasil à moda Hamas

Governo Lula manifestou simpatia aos terroristas palestinos e ignorou o discurso de Benjamin Netanyahu

Lula participou de conferência antes da Assembleia Geral da ONU | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula participou de conferência antes da Assembleia Geral da ONU | Foto: Ricardo Stuckert/PR

“O antissemitismo tradicional consistia na discriminação, negação ou ataque ao direito dos judeus de viverem como iguais em suas nações hospedeiras. O novo antijudaísmo faz o mesmo em relação ao direito de Israel e do povo judeu de viverem como iguais dentro da grande família das nações.” (Irwin Cotler, em Europe’s Crumbling Myths: The Post-Holocaust Origins of Today’s Anti-Semitism, 2003)

Se houvesse um Oscar para a indecência diplomática, o Brasil teria saído ovacionado da última Assembleia Geral da ONU. Não bastasse o presidente já ter comparado, com a sutileza de um rinoceronte numa aula de balé, a ação militar israelense ao Holocausto, nossos representantes decidiram elevar a desonra ao patamar de doutrina: vestiram o lenço keffiyeh — convertido em estandarte do Hamas — e se retiraram do recinto quando Benjamin Netanyahu começou a falar.

Receba nossas atualizações

O gesto não foi um lapso de protocolo, mas a exteriorização simbólica de uma política externa coerente com a ideologia que a inspira. Trata-se de um antissemitismo de Estado, meticulosamente cultivado sob o pretexto da “solidariedade aos povos oprimidos”. Ao alinhar-se visual e gestualmente com um grupo terrorista responsável pelo massacre de civis em 7 de outubro, o representante oficial (porém ilegítimo) do Brasil transmitiu uma mensagem política deliberada, cujas consequências ultrapassam o mero folclore diplomático. Numa Assembleia Geral já historicamente marcada pela presença indecorosa de genocidas, terroristas e corruptos ofertando ao mundo suas lições de moral, o Brasil lulo-alexandrista resolveu se destacar na infâmia.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Não é que o Itamaraty tenha sido tomado por idealismo juvenil ou ignorância de gabinete. A instituição do Barão do Rio Branco foi capturada por uma visão de mundo execrável, a qual, oriunda dos piores bas-fonds universitários nacionais, inverte vítima e agressor, transformando terroristas em combatentes da liberdade e democracias em regimes genocidas. Aqui se manifesta a clássica “inversão do Holocausto”, expressão usada por historiadores do antissemitismo para descrever a apropriação distorcida da memória do genocídio judeu a fim de justificar violência contemporânea, num procedimento retórico que transforma perpetradores em vítimas e vítimas em culpados. Pois a “inversão do Holocauso” — expediente típico dos islamonazistas contemporâneos — tornou-se a política externa brasileira no que diz respeito a Israel, numa reversão inaceitável do legado de Oswaldo Aranha.

O apoio ao Hamas

Não se trata, portanto, de simples ridículo a ser zombado. Há muito que as patifarias do descondenado-em-chefe, Celso Amorim e cia deixaram de ter qualquer graça. Trata-se, antes, de um sinal de alerta. O Brasil, sexta maior nação do planeta, está normalizando no mais alto nível diplomático o tipo de discurso que pavimentou catástrofes históricas. Trata-se, de novo, de um antissemitismo de Estado revestido de preocupação humanista, capaz de minar a credibilidade de instituições, legitimar a violência e sinalizar que o país se coloca, deliberada e oficialmente, ao lado do terror.

Ao exibir o lenço do Hamas no concerto das nações, não se está apenas tomando partido num conflito distante, mas consagrando, de modo deliberado e quiçá irreversível, a ruptura do país com os alicerces morais e institucionais do Ocidente.

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Carlos
    Carlos

    Enquanto isso, a “petezete-mor” Eliane Cantanhede, batendo novos recordes de ridicularidade ao escrever no Estadinho que Trump “se aproxima de Lula e pode abandonar Bolsonaro”… Essa senhora deve estar consumindo algo estragado…

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O lula e sua turminha fazem o que querem, mesmo que o povo não queira, e ninguém fala nada, ninguém intervém. Isto não é uma nação, isto não é nada, isto não tem povo.

  3. FERNANDO DE SA OLIVEIRA FILHO
    FERNANDO DE SA OLIVEIRA FILHO

    Gostaria de saber porque os políticos que se dizem de direita não fazem constantes pronunciamentos denunciandi no Congresso. Porque não justicializa pois essa não é a opção da maioria dos brasileiros.

  4. Lucia campos
    Lucia campos

    Vergonha ! 👁️👁️👁️👁️👁️👁️👁️

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.