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Política

Nunes assina decreto para romper contrato com empresas de ônibus que teriam ligação com o PCC

Transwolff e UPBus transportam mais de 600 mil passageiros por dia na capital paulista

Ricardo Nunes conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Taba Benedicto/Agência Estado
Ricardo Nunes conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Taba Benedicto/Agência Estado

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), assinou, nesta sexta-feira, 27, um decreto para romper os contratos com as concessionárias de ônibus Transwolff e UPBus. A publicação do decreto está prevista para a edição do Diário Oficial do município no sábado 28.

As empresas estão sob intervenção desde abril, depois de investigações do Ministério Público de São Paulo levantarem suspeitas de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Os presidentes das concessionárias, incluindo Ubiratan Antonio da Cunha, da UPBus, já foram presos. Cunha, que estava em prisão domiciliar, foi detido novamente em 20 de dezembro.

O que diz Ricardo Nunes

Segundo Nunes, as empresas tiveram 15 dias para responder às irregularidades apontadas por uma consultoria contratada pela prefeitura. As respostas, no entanto, foram insuficientes para encerrar a intervenção.

Com o novo decreto, as concessionárias terão mais 15 dias para apresentar uma defesa antes de um rompimento por caducidade. O processo de contratação de novas empresas começará em seguida.

A decisão envolveu discussões com as secretarias da Fazenda, de Transporte e Mobilidade Urbana, além da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral do Município e da SPTrans.

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A prefeitura identificou inconformidades financeiras nas empresas, que não são capazes de honrar seus compromissos. Investigações também revelaram indícios de fraudes tributárias pela UPBus.

A Fundação Vanzolini, responsável pela consultoria, apontou a necessidade de melhorias em infraestrutura, manutenção dos veículos e qualificação das questões financeiras.

Nunes enfatizou a importância de respeitar a legislação e garantir o direito de defesa das empresas, para não haver surpresas caso os contratos sejam cancelados. O prefeito garantiu que o serviço de transporte será mantido à população, sem prejuízos, e que os pagamentos a funcionários e fornecedores continuarão normalmente.

Prefeito e candidato a Prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) | Foto: Agência Brasil/Wilson Dias; janja elon musk
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) | Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

As empresas sob suspeita de ligação com o PCC

Atualmente, a Transwolff opera 142 linhas com mais de mil veículos e transporta quase 600 mil passageiros por dia. A UPBus conta com 158 ônibus em 13 linhas e transporta mais de 70 mil passageiros diariamente.

Nunes afirmou, no mês passado, que uma portaria foi emitida para auditorias em outras concessionárias.

Um relatório do Departamento de Estado Americano destaca o potencial do PCC de competir com facções mexicanas no mercado de opioides nos EUA | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Um relatório do Departamento de Estado Americano destaca o potencial do PCC de competir com facções mexicanas no mercado de opioides nos EUA | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Esse sistema rotativo envolve representantes da SPTrans, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Município e Controladoria-Geral do Município, abrangendo os 32 contratos de concessão.

“Precisamos concluir as intervenções na Transwolff e na UPBus, para essa equipe poder ir para as outras empresas e fazer um trabalho preventivo com relação à questão da gestão de quem tem a concessão de ônibus”, afirmou o prefeito.

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2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Mais 15 dias, mais 15 dias. O velho político de sempre, táticas e métodos ultrapassados e questionáveis.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Mais 15 dias, mais 15 dias. O velho político de sempre, táticas e métodos ultrapassados e questionáveis.

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