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Política

'Nome forte para o Senado', diz Flávio Bolsonaro sobre Mourão

Senador minimiza rusgas entre presidente e vice e afirma que general 'não entra em tantas bolas divididas' quanto o pai

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Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O vice-presidente Hamilton Mourão não deve mesmo compor a chapa à reeleição ao lado de Jair Bolsonaro em 2022, mas tem grandes chances de ser candidato ao Senado Federal. A avaliação é do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, que enxerga no general um “grande nome” para o Congresso Nacional.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, nesta quinta-feira, 21, Flávio minimizou rusgas entre Bolsonaro e Mourão e disse que a provável escolha de outro nome para a candidatura à Vice-Presidência é uma contingência do jogo político.

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“Acham natural que se repita a mesma chapa. ‘Por que não coloca o mesmo vice? Não deu certo?’ Não é isso”, afirmou Flávio. “Penso que ele [Mourão] pode ter um projeto político que acaba ajudando mais nessa composição da nossa possível candidatura em 2022 concorrendo a outro cargo do que na figura de vice-presidente”, explicou o senador.

“Eu percebo que o vice-presidente Mourão tem uma pretensão política de talvez concorrer ao Senado. Acho que ele é um grande nome, um bom quadro e que traz essa marca de o eleitor enxergá-lo como alguém que é do Bolsonaro, e é mesmo. Pela figura, pela sua história de ser um militar, um general, e por ser uma pessoa que não entra em tantas ‘bolas divididas’ como entra o presidente Bolsonaro. Então, ele carrega menos essa resistência do voto em muitos lugares. Acredito que pode ser um nome forte para o Senado.”

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Indagado sobre quem seriam os mais cotados para fazer a dobradinha eleitoral com Bolsonaro no ano que vem, Flávio afirmou que “o vice é a última coisa que se decide”. “Até porque, até a iminência da eleição, não sabemos quais são os partidos que vão estar na composição, o que influencia diretamente na escolha do vice, que pode ter de se filiar a um partido da base ou já ser de um partido da base. Por enquanto, eu não vejo nenhum nome com o martelo batido”, avalia.

Na entrevista, Flávio criticou a demora do pai em se definir por um partido político para a disputa da reeleição. “Acho que nós estamos atrasados nessa tomada de decisão. O presidente tem conversado muito com diversas lideranças políticas e, se eu fosse chutar algum partido, ficaria entre o PL e PP”, afirmou.

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