Entre críticas e questionamentos, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trouxe à tona dúvidas sobre a imparcialidade do advogado-geral da União Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 29, o parlamentar pressionou senadores a se posicionarem antes da sabatina que ocorre no Senado hoje.
Nikolas também relacionou a trajetória de Messias ao governo Lula. Ele mencionou o episódio da Operação Lava Jato que rendeu ao indicado o apelido de “Bessias”. “[Isso ocorreu em] Uma manobra para dar a Lula foro privilegiado e blindá-lo das investigações”, disse
Críticas de Nikolas à relação de Messias com o governo

O deputado também criticou a relação entre Messias e o presidente. “É mais um amigo do Lula sendo indicado para o STF”, avaliou Nikolas. “O tribunal deveria guardar a Constituição e ser imparcial.”
Outro ponto abordado por Nikolas referiu-se à atuação de Messias na Advocacia-Geral da União. O parlamentar questiona um parecer sobre resolução do Conselho Federal de Medicina. “Como alguém que se diz contra o aborto pode assinar o parecer facilitando sua prática?”, indagou.
Dúvidas sobre transparência
É hoje: cobre o seu Senador. O Brasil está atento. pic.twitter.com/YJtseFJK4K
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 29, 2026
Em vídeo de quase seis minutos (acima), Nikolas também levantou dúvidas sobre a transparência na AGU. Ele afirmou que dados de pagamentos públicos deixaram de ser publicados por meses.
“Um dado que qualquer cidadão podia consultar todo mês no portal da transparência simplesmente desapareceu”, relembrou o deputado. “Nesse período, os pagamentos somaram R$ 2,5 bilhões, e a justificativa foi a incompatibilidade de sistemas.”
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O deputado ainda mencionou a produção acadêmica de Messias e destacou a frequência do nome do presidente em seu trabalho de curso. “O nome de Lula aparece 54 vezes em sua tese de doutorado”, afirmou Nikolas Ferreira.
Ao encerrar, Nikolas reforçou a cobrança por transparência na escolha do novo ministro e pediu que os senadores revelem suas posições antes da votação secreta. “O senador que aprovar essa indicação estará dizendo sim para tudo isso”, afirmou. “Será que ele vai ser imparcial? Será? O povo brasileiro não esquecerá.”
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