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Política

Nikolas Ferreira aciona governo para explicar contrato de quase R$ 400 mi dos Correios

Deputado questiona gasto bilionário com publicidade em meio ao maior rombo da história da estatal

PIX; NIKOLAS FERREIRA
O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais | Foto: Reprodução/Twitter

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou um requerimento de informação ao Ministério das Comunicações para cobrar explicações sobre uma licitação dos Correios no valor de quase R$ 400 milhões anuais com publicidade institucional. O documento foi protocolado na terça-feira 16, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

A iniciativa ocorre no momento em que a estatal acumula prejuízos históricos. Apenas em 2024, os Correios registraram um déficit de R$ 3,2 bilhões. Em janeiro de 2025, o rombo aumentou em mais R$ 424 milhões. Mesmo diante do cenário de colapso financeiro, a empresa retomou um contrato publicitário milionário que estava suspenso desde 2022 — quando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro optou por não renovar os acordos, e alegou ausência de necessidade técnica.

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No requerimento, o deputado Nikolas Ferreira questiona os critérios utilizados pelo governo Lula para justificar o gasto:

“Qual foi o critério utilizado pelos Correios para definir o valor estimado de R$ 380 milhões anuais, considerando o cenário de déficit acumulado pela estatal?”

Além do valor bilionário, a licitação também chama atenção pela escolha das agências. Três das quatro finalistas têm vínculos com pessoas ligadas a escândalos de corrupção em gestões do Partido dos Trabalhadores (PT). O parlamentar cobra esclarecimentos sobre o processo de seleção, inclusive a desclassificação de grandes agências consolidadas no mercado, sem explicações técnicas claras.

“Quais foram os fundamentos técnicos e estratégicos que motivaram a retomada de uma licitação de grande porte, especialmente no valor estimado de R$ 380 milhões por ano?”, questiona. “Há parecer da área financeira, de controle interno ou de governança dos Correios que justifique a compatibilidade dessa despesa com a atual situação econômica da empresa?”

Nikolas Ferreira quer saber quais mecanismos de verificação de antecedentes foram adotados

Outro ponto levantado por Nikolas envolve a integridade dos sócios e beneficiários indiretos das agências finalistas. O deputado quer saber se foram adotados mecanismos de verificação de antecedentes e se as empresas possuem histórico de contratos com órgãos públicos nos últimos cinco anos — com valores envolvidos e eventuais penalidades.

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O requerimento destaca que a retomada do contrato rompe com uma política anterior baseada em austeridade e controle de gastos públicos. Para o deputado, é inadmissível que, em plena crise, os Correios destinem verbas milionárias para campanhas institucionais de autopromoção, sem que isso tenha sido devidamente justificado do ponto de vista técnico, financeiro e estratégico.

Nikolas também alerta para o risco de desvio de finalidade e uso político dos recursos. Segundo ele, o Congresso tem o dever constitucional de fiscalizar a gestão pública e garantir que o dinheiro do contribuinte seja aplicado com responsabilidade.

“Diante desse cenário, é dever do Parlamento exercer seu papel constitucional de fiscalização, apurando se há coerência entre o investimento previsto e a situação financeira da empresa, e se o processo licitatório transcorreu com a devida transparência e rigor técnico”, declarou o deputado.

Agora, cabe ao Ministério das Comunicações responder aos questionamentos com base no artigo 50 da Constituição. A resposta deve incluir informações técnicas, relatórios e documentos que embasaram a decisão dos Correios.

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5 comentários
  1. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Esse deputado é o orgulho de Minas Gerais. Faz o correto papel de investigar o executivo, que só executa pilantragens. Os daqui de SP, nem mais aparecem

  2. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    SEGUE CENSURANDO A MANDO E SOLDO DO DESGOVERNO LULA.
    Folha, você que é dona do UOL, precisa avisar para as editorias, que essa coisa de “Houve um erro inesperado”
    está muito manjado e fede a CENSURA, coisa que é corriqueira no UOL, quando o assinante comenta em matérias dos ” jornalistas da ” plataforma. Aliás, se o o UOL me avisa que “O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.” que é das poucas coisas que o UOL ESCREVE VERDADE, tenho ciência que se sou responsável CIVIL e PENALMENTE pelo que escrevo, de onde vem a autoridade, quiçá AUTORIZAÇÃO do UOL para CENSURAR a mim e outros assinantes? Vocês se esqueceram de ler a Constituição, ou é troca de interesses com o Governo Lula, que está levando o Brasil à BANCARROTA. Nessa toada, por associação deletéria, o Lula vai lhes arrastar para a latrina da História. ” § 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. § 3º – Compete à lei federal: I – regular as diversões e espetáculos …” Na remota possibilidade de alguém da cadeia de comando da Folha recobrar a decência profissional, será necessário trazer o UOL para o que diz a LEI. Ou o UOL acaba com a CENSURA, ou a CENSURA acaba com o UOL!

  3. LEONARDO CAIO SIMIONATO
    LEONARDO CAIO SIMIONATO

    Vivemos o Brasil dos clePTocratas. Aqui, o batom da Débora tem mais valor jurídico que um rombo bilionário.

  4. jose luiz Corte
    jose luiz Corte

    Deputado Nikolas, se quiser fazer acontecer alguma coisa, ingresse com ação popular contra o presidente dos correios, pois governo, TCU e STF, nada farão.

    1. Wellington argolo
      Wellington argolo

      E a população também deve acordar e apoiar o deputado federal…ficar aqui em redes sociais é muito conveniente. Votos auditaveis e impressos ja na próxima eleição.

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