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Política

Na Favela do Moinho, não é rico contra pobre. É PCC contra pobre

'O governo estadual quer eliminar essa última ferida de miséria no centro da capital, cujos moradores são explorados pela facção criminosa'

O presidente Lula, durante visita na favela do Moinho - 26/6/2025 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O presidente Lula, durante visita na favela do Moinho — 26/6/2025 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Na Favela do Moinho, em São Paulo, não é rico contra pobre. É PCC contra pobre.

O governo estadual quer eliminar essa última ferida de miséria no centro da capital, cujos moradores são explorados pela facção criminosa e que serve como entreposto da droga vendida na cracolândia. Planeja transformar a favela em parque.

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Até agora, 415 famílias, de um total de 900, foram transferidas para apartamentos adquiridos a preços fortemente subsidiados. O terreno da favela já estaria livre, não fosse a facção criminosa criar uma “resistência popular” à ação do governo estadual, que queria demolir as casas já vazias para evitar que voltassem a ser ocupadas.

Resistência popular é picaretagem manjada, mas o governo estadual caiu no logro. Partiu para o enfrentamento à la Guilherme Derrite, exatamente como a bandidagem queria.

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O resultado era previsível: a imprensa foi para cima, com aquela indignação militante que a caracteriza, e o governo federal, dono do terreno, encontrou motivo para frear tudo. Até então, Brasília assistia impotente a Tarcísio de Freitas, eventual oponente de Lula na eleição presidencial, construir outro cartão postal da administração paulista.

O fim da favela só iria adiante, disse o governo federal, sempre tão cioso dos direitos humanos, se não houvesse mais intervenção policial violenta.

Um acordo verbal foi feito. Para dividir os louros da iniciativa alheia, o governo federal anunciou que também financiaria os apartamentos destinados aos antigos moradores da favela, em proporção bem maior do que o governo estadual.

Lula, PCC e a Favela do Moinho

Nas conversas, Brasília deu sinal de que entendeu a necessidade de continuar as demolições para ir liberando o terreno do futuro parque, e tudo bem. Lá veio Lula, então, visitar a favela para faturar em cima da obra de Tarcísio.

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Só que, no dia seguinte à visita, o Ministério da Gestão e Inovação, comandado por la pasionaria Esther Dweck, publicou uma portaria condicionado a cessão da área à manutenção das casas já desocupadas, porque a sua demolição poderia comprometer a estrutura das construções vizinhas.

Além disso, o governo federal exigiu um cronograma do plano de execução do parque, mesmo sabendo que é impossível fazer estudos de solo e de topografia do terreno sem a demolição de todas as casas.

Tudo resolvido, nada combinado, e os meliantes estão adorando tantos cuidados do governo federal. O tal Léo Moinho, um dos líderes do PCC, aluga pelo menos 40 casas na favela. Há quem estime que ele seja dono do dobro disso. Outro cidadão exemplar, um certo Kanashiro, tinha nove casas até recentemente, e um bar ainda funciona em uma delas.

lula na favela do moinho
Lula com moradores da Favela do Moinho | Foto: Reprodução/Redes sociais

Quando Lula esteve na favela, Alessandra Moja, irmã de Léo do Moinho, estava no palanque ao lado do presidente da República, assim como a sua filha, Yasmin. São lideranças comunitárias, sabe como é, mas Alessandra já foi condenada por homicídio, veja só. As companheiras estão na foto que ilustra esta coluna: Yasmin, de camiseta branca e casaco preto; Alessandra, de camiseta cinza com estampa. Punhos erguidos, porque a luta continua.

Leia também: “Parceiros pilantras”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 275 da Revista Oeste

3 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Somente comprovando que todos os Esquerdolhas são BANDIDOS !!!

  2. MC75
    MC75

    Mais uma prova, inequívoca, da promiscuidade do narcogoverno com as ORCRIM tradicionais. Alguém, com mais de 2 neurônios, duvida da relação do governo do ladrão de 9 dedos com os narcotraficantes brasileiros, se o ladrão mantém estreitas relações com a Venezuela e Bolívia, sabidamente narcoditaduras? E ainda, para piorar a situação do país, temos no stfede 3 ministros (no mínimo), com estreitas ligações com o PCC (Xandão) e CV (Dino), além do boca de sapo que solta todos os traficantes idistintamente, no melhor estilo “bandido protege bandido”. O país está entregue a esses lixos, com o benenplácito das FFAA, e dos babacas dos isentões. Nojo!

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