publicidade
Política

MST tem baixas expectativas para avanço da reforma agrária no governo Lula

Líder do movimento afirma que dados do Incra indicam que aproximadamente 140 mil famílias aguardam acesso à terra

O objetivo do MST é financiar assentamentos em vários lugares do país | Foto: Reprodução/Flickr
O objetivo do MST é financiar assentamentos em vários lugares do país | Foto: Reprodução/Flickr

As expectativas do MST quanto à efetivação da reforma agrária no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são baixas, segundo declarações de Ceres Hadich, integrante da direção nacional do movimento, conforme divulgou o jornal Folha de S.Paulo. Hadich aponta obstáculos como restrições orçamentárias e o cenário político atual, marcado pela necessidade de alianças do presidente com grupos que têm interesses opostos à causa da reforma agrária.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Segundo Hadich, dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) indicam que aproximadamente 140 mil famílias aguardam acesso à terra. No entanto, ela avalia que “por dados do próprio Incra a gente sabe que talvez não chegue a contemplar 20 mil, 25 mil famílias dessas que estão no cadastro de famílias acampadas”.

Líder do MST afirma que as principais ações do governo federal têm se concentrado em regularizar terras, assentar famílias em projetos já existentes e reconhecer territórios quilombolas

Ela ressalta que as principais ações do governo federal têm se concentrado em regularizar terras, assentar famílias em projetos já existentes e reconhecer territórios quilombolas. Apesar de considerar essas iniciativas relevantes, Hadich entende que elas não solucionam diretamente a demanda histórica por redistribuição fundiária no país.

Hadich também avalia que, apesar da recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a pasta não recebeu os recursos necessários para tocar uma política efetiva de redistribuição de terras. “A gente não tem hoje na pasta do MDA um orçamento condizente com as necessidades que temos hoje no Brasil para a realização da reforma agrária”, explicou.

Mesmo sem perspectiva de avanços significativos neste governo, Hadich aponta que o MST seguirá mobilizado. O movimento pretende continuar pressionando o Executivo para ampliar os assentamentos e fortalecer as comunidades já estabelecidas. “Mais do que isso, que a gente também aponte no horizonte de um novo governo a possibilidade de ter, de fato, um projeto claro para a realização da reforma agrária no país”, declarou.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade