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Política

MPF pede afastamento de diretor-geral da PRF

Órgão defende a condenação de Silvinei Vasques

diretor-geral da PRF
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal do Rio de Janeiro o afastamento imediato do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, por 90 dias. A solicitação foi feita em uma ação de improbidade administrativa.

No pedido, o MPF defende a condenação de Vasques pelo suposto “uso indevido do cargo, com desvio de finalidade, bem como de símbolos e imagem da PRF para favorecer o presidente Jair Bolsonaro (PL), que era candidato à reeleição”.

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Conforme o órgão, depois da oficialização da candidatura do presidente, o diretor-geral da PRF fez campanha a favor de Bolsonaro em diversos eventos.

“Os sucessivos atos praticados pelo requerido, sobretudo o pedido de ‘Vote 22 — Bolsonaro Presidente’, na véspera do segundo turno da eleição”, argumentou o MPF. “Para além de configurar ilícito eleitoral, importa no reconhecimento do uso ilícito do mais importante cargo da hierarquia da PRF, para favorecer determinado candidato, violando de morte os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade.”

O órgão ainda destaca que manter Silvinei no cargo poderia gerar “prejuízos” às ações da PRF no “atual momento” do Brasil. “É notório que, após o anúncio do resultado das eleições, se instalou no país um clima de instabilidade, o qual demandou a atuação imediata de vários órgãos”, comunicou.

O MPF ainda pediu a intimação da União para acompanhar o processo e que o diretor-geral fosse condenado por improbidade administrativa, devendo pagar uma multa 24 vezes maior do que o valor da sua remuneração em outubro de 2022.

Em outra ação, o MPF e a Polícia Federal investigam a conduta da PRF e de Silvinei nas operações realizadas nas estradas em 30 de outubro deste ano, segundo turno eleitoral. Na ocasião, os agentes da polícia fizeram blitze em diversas rodovias do Brasil, contrariando uma determinação do Supremo Tribunal Federal que proibida ações nos transportes públicos no dia da eleição.

De acordo com controles internos da PRF, não foi possível saber se os veículos foram parados antes ou depois de os eleitores votarem.

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6 comentários
  1. Daniel Rodrigues Camacho
    Daniel Rodrigues Camacho

    Estamos vivendo duas difíceis.
    Para defender o Presidiário, querem calar e intimidar a todos nós. Então vão atirar em qualquer alvo pra causar o medo.

  2. Frederic Couto
    Frederic Couto

    O MPF precisa de uma correção pois se transformou num braço comunista nos moldes do STF. Pobre Brasil dominado pela infiltração comunista – globalista.

  3. Paulo
    Paulo

    Então por que o MPF não pede o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções e condenação pelos diversos crimes cometidos na sua gestão a frente do TSE e do STF? Crimes não faltaram nesses últimos anos!

    1. R Fortes
      R Fortes

      Me permita discordar: o MPF não tem competência para representar contra membros do STF, e sim, compete ao Senado. Entretanto, cabe aos membros do MPF e CN terem vergonha na cara e cumprirem a lei, e às FAs honrarem os princípios inerentes ao Pantheon de Duque de Caxias.

  4. Fabiola
    Fabiola

    Pergunta dirigida ao Ministério Público Federal:
    Quem vai pedir o afastamento dos integrantes do STF e TSE, que notoriamente fizeram campanha para um candidato descondenado por eles mesmos, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro(público!!!) ?

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