publicidade
Política

Moro, sobre juiz que teria furtado champanhe: 'Ladrão, aloprado'

Alvo das críticas e com ligações com o PT, Eduardo Appio responde a acusações por furtar garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau

Moro STE
O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O senador Sergio Moro (União–PR) usou as redes sociais, nesta sexta-feira, 12, para criticar o juiz federal Eduardo Appio, da 18ª Vara de Curitiba. O magistrado responde a acusações por furtar garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau, em Santa Catarina.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

“Esse ladrão aloprado foi o juiz escolhido pelo sistema para atuar na 13ª Vara federal de Curitiba, prejudicar a Lava Jato, mentir sobre colegas e beneficiar corruptos”, escreveu Moro. “Era o herói do Prerrogativas. Estranhamente, ainda correm inquéritos no STF instaurados a partir de suas fantasias caluniosas.”

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) abriu processo administrativo disciplinar contra Appio em razão do caso. Ele teria furtado três garrafas de champanhe Moët & Chandon — cada uma vendida a R$ 399 — no Giassi Supermercados.

Segundo o tribunal, os episódios ocorreram em 20 de setembro, 4 e 18 de outubro, e envolvem o suposto ato de esconder as bebidas em uma sacola de compras.

A Polícia Civil de Santa Catarina notificou o TRF-4 em 23 de outubro, levando à abertura de apuração preliminar. Uma semana depois, a Corte afastou Appio provisoriamente e decretou sigilo.

Juiz alvo de críticas de Moro tem conexões com o PT

Juiz de Santa Catarina é investigado por furto de champanhe
Juiz Eduardo Appio | Foto: Reprodução/Justiça Federal do Paraná

Eduardo Fernando Appio também teve destaque na imprensa depois de declarações anti-Lava Jato e pró-Lula. Sua proximidade ideológica com o PT ficou evidente por declarações públicas, doações eleitorais e até uma transação com um ex-deputado petista.

Nas eleições de 2022, segundo registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, Appio contribuiu com R$ 13 para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que concorria à Presidência, e com R$ 40 para a deputada estadual paranaense Ana Júlia Pires Ribeiro, também do PT.

Leia mais: “Suprema contradição”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 300 da Revista Oeste

À imprensa, Appio disse que não era simpatizante do PT, mas reconheceu que tem uma visão crítica sobre a Operação Lava Jato e sobre a prisão do hoje presidente da República. “A prisão de Lula causou danos irreparáveis”, declarou o magistrado. Segundo ele, o apoio financeiro foi simbólico e refletia “respeito a uma figura histórica importante para o país”.

Na campanha de 2022, Appio também usava uma senha na Justiça Federal que não escondia sua preferência pelo PT: LUL2022. “Alguns anos atrás, quando o presidente Lula ainda estava preso, a minha sigla de acesso ao sistema da Justiça Federal era LUL2022”, admitiu o juiz. “Eu trabalhava com matéria previdenciária e foi um processo isolado, individual meu contra uma prisão que eu reputava ilegal.”

Em 2015, Appio vendeu um imóvel ao ex-deputado federal André Vargas, que deixou o PT em 2014. Segundo o documento, a comercialização ocorreu por R$ 980 mil, mas o valor declarado oficialmente foi de R$ 500 mil.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.