O senador Sergio Moro (União–PR) usou as redes sociais, nesta sexta-feira, 12, para criticar o juiz federal Eduardo Appio, da 18ª Vara de Curitiba. O magistrado responde a acusações por furtar garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau, em Santa Catarina.
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“Esse ladrão aloprado foi o juiz escolhido pelo sistema para atuar na 13ª Vara federal de Curitiba, prejudicar a Lava Jato, mentir sobre colegas e beneficiar corruptos”, escreveu Moro. “Era o herói do Prerrogativas. Estranhamente, ainda correm inquéritos no STF instaurados a partir de suas fantasias caluniosas.”
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) abriu processo administrativo disciplinar contra Appio em razão do caso. Ele teria furtado três garrafas de champanhe Moët & Chandon — cada uma vendida a R$ 399 — no Giassi Supermercados.
Esse ladrão aloprado foi o juiz escolhido pelo sistema para atuar na 13 Vara federal de Curitiba, prejudicar a Lava Jato, mentir sobre colegas e beneficiar corruptos. Era o herói do Prerrogativas. Estranhamente, ainda correm inquéritos no STF instaurados a partir de suas… pic.twitter.com/VmTLWumAEe
— Sergio Moro (@SF_Moro) December 12, 2025
Segundo o tribunal, os episódios ocorreram em 20 de setembro, 4 e 18 de outubro, e envolvem o suposto ato de esconder as bebidas em uma sacola de compras.
A Polícia Civil de Santa Catarina notificou o TRF-4 em 23 de outubro, levando à abertura de apuração preliminar. Uma semana depois, a Corte afastou Appio provisoriamente e decretou sigilo.
Juiz alvo de críticas de Moro tem conexões com o PT

Eduardo Fernando Appio também teve destaque na imprensa depois de declarações anti-Lava Jato e pró-Lula. Sua proximidade ideológica com o PT ficou evidente por declarações públicas, doações eleitorais e até uma transação com um ex-deputado petista.
Nas eleições de 2022, segundo registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, Appio contribuiu com R$ 13 para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que concorria à Presidência, e com R$ 40 para a deputada estadual paranaense Ana Júlia Pires Ribeiro, também do PT.
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À imprensa, Appio disse que não era simpatizante do PT, mas reconheceu que tem uma visão crítica sobre a Operação Lava Jato e sobre a prisão do hoje presidente da República. “A prisão de Lula causou danos irreparáveis”, declarou o magistrado. Segundo ele, o apoio financeiro foi simbólico e refletia “respeito a uma figura histórica importante para o país”.
Na campanha de 2022, Appio também usava uma senha na Justiça Federal que não escondia sua preferência pelo PT: LUL2022. “Alguns anos atrás, quando o presidente Lula ainda estava preso, a minha sigla de acesso ao sistema da Justiça Federal era LUL2022”, admitiu o juiz. “Eu trabalhava com matéria previdenciária e foi um processo isolado, individual meu contra uma prisão que eu reputava ilegal.”
Em 2015, Appio vendeu um imóvel ao ex-deputado federal André Vargas, que deixou o PT em 2014. Segundo o documento, a comercialização ocorreu por R$ 980 mil, mas o valor declarado oficialmente foi de R$ 500 mil.





































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