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Política

Moraes impõe regras mais duras a Bolsonaro do que a Collor em prisão domiciliar

Medidas incluem uso de tornozeleira, veto a celular e restrições a visitas e comunicação

O ex-presidente Jair Bolsonaro está em sua casa em prisão domiciliar, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enquanto aguarda julgamento por uma suposta conspiração para anular as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, em 14 de agosto de 2025 | Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, na terça-feira 24, a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, com medidas mais rígidas do que as impostas a Fernando Collor de Mello, de 76, em maio de 2025.

A domiciliar de Bolsonaro tem prazo inicial de 90 dias, com reavaliação. No caso de Collor, a medida foi concedida por tempo indeterminado, com base na idade e em condições de saúde.

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Bolsonaro usa tornozeleira eletrônica, está proibido de usar celular, telefone ou redes sociais — inclusive por intermédio de terceiros — e não pode manter comunicação direta ou indireta com terceiros. A decisão também limita visitas, prevê controle rigoroso de acesso à residência e proíbe aglomerações em um raio de 1 km.

Diferenças entre as prisões de Collor e Bolsonaro

Jair Bolsonaro não recebeu o mesmo tratamento dado ao também ex-presidente Fernando Collor | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Jair Bolsonaro não recebeu o mesmo tratamento dado ao também ex-presidente Fernando Collor | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente foi hospitalizado depois de quadro de broncopneumonia bacteriana, o que motivou o pedido da defesa. Moraes citou, além do estado de saúde, o risco de descumprimento de medidas judiciais e a possibilidade de mobilização de apoiadores.

Já Collor, condenado a oito anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em investigação da Lava Jato, teve a domiciliar autorizada em 1º de maio de 2025. A decisão considerou laudo médico que aponta apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar, com necessidade de acompanhamento contínuo.

As medidas impostas a Collor incluíram tornozeleira eletrônica, permanência em residência fixa, suspensão do passaporte e restrição de visitas a advogados, familiares e equipe médica. Não houve proibição expressa de uso de telefone, redes sociais nem comunicação indireta.

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1 comentário
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Se o Bolsonaro fosse ladrão, seria tratado mui bem pelos bandidos fdps do stf.

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