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Política

Moraes determina apreensão do celular de Tagliaferro

Ministro atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República

Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, durante cerimônia de posse do diretor-geral da PF, na sede da corporação, em Brasília (10/1/2023) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira, 22, a apreensão do celular de Eduardo Tagliaferro. O perito ocupou o cargo de assessor do magistrado durante a presidência do juiz do STF no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Moraes acolheu a um parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que viu a “necessidade” de a Justiça ter “autorização para acessar equipamentos e dispositivos eletrônicos apreendidos no cumprimento das medidas requeridas, afastando-se o sigilo de eventuais dados/materiais bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos”.

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Ex-assessor de Alexandre de Moraes presta depoimento à PF nesta quinta-feira, 22
O então assessor do TSE Eduardo Tagliaferro (à esq) e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes | Reprodução/Instagram/edutagliaferro

Tagliaferro, a mulher dele e o cunhado prestaram depoimento hoje na Polícia Federal (PF), em São Paulo.

“Efetivamente, embora tenha sido realizada a oitiva do investigado, se revela necessária e adequada a adoção de diligências investigativas complementares, essenciais para a verificação da autoria do vazamento das informações e quanto à extensão das condutas apuradas, conforme ressaltado pela PGR”, escreveu Moraes. “Neste caso, a negativa do investigado em entregar o aparelho de forma voluntária é um relevante fator a autorizar a medida de busca pleiteada, uma vez que os dados contidos no referido aparelho são de interesse público e interessam à presente investigação.”

Diálogos com Tagliaferro que envolvem Moraes

Desde a semana passada, o jornal Folha de S.Paulo tem publicado uma série de reportagens, sobre a conduta de Moraes como presidente da Justiça Eleitoral.

De acordo com as notícias, Moraes usou o TSE para vitaminar inquéritos que conduz no STF. Além disso, mandou seus auxiliares produzirem relatórios “fora do rito” contra aliados de Jair Bolsonaro.

Um desses relatórios citou a Revista Oeste. Um dos juízes de Moraes fala em “usar a criatividade” em meio a uma apuração na qual encontrou-se apenas “material jornalístico”.

Leia também: “A verdade apareceu”, reportagem publicada na Edição 230 da Revista Oeste

8 comentários
  1. PAULO SILVA
    PAULO SILVA

    AO ALIAR-SE COM AS AÇÕES TENEBROSAS DO TODO PODEROSO, O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTÁ SE DESTRUINDO POR DENTRO E POR FORA. PERDEU TODA CREDIBILIDADE E RESPEITO QUE TINHA DO POVO BRASILEIRO

  2. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Querem nos fazer de palhaços. O ladrão cuidando da casa roubada. Como pode o denunciado investigar duas próprias ações? Isto aqui está pior que a Venezuela!

  3. Almicre Piovezan
    Almicre Piovezan

    O crime de Alexandre de Moraes é equivalente ao papa cometer um estupro. Obviamente, não poderia mais permanecer no Vaticano. Moraes não tem mais como continuar no STF.

  4. Brasileiro
    Brasileiro

    Vítima, juiz, polícia. PGR fazendo um papel pequeno ao agir na pro forma.

  5. Paulo Roberto Hasse
    Paulo Roberto Hasse

    Repressão do sistema em andamento e dobrando a aposta , parece que vão perder feio . Perdeu Mané !

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