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Política

Moraes defende punição a crimes on-line com 'interpretação de leis atuais'

'Se vier uma nova legislação, ótimo. Mas se não vier, basta uma simples interpretação', afirmou o ministro do STF

Alexandre de Moraes; Família Mantovani
O ministro do STF, Alexandre de Moraes | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta terça-feira, 11, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há a necessidade de interpretar as leis atuais com o objetivo de punir crimes nas redes sociais e aqueles gerados por inteligência artificial.

Durante a aula inaugural do MBA em defesa da democracia e comunicação digital, na Fundação Getulio Vargas (FGV), em Brasília, Moraes salientou a importância de cursos que conscientizem operadores do Direito sobre a aplicação da legislação vigente.

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“É por isso que cursos como esses são importantes”, afirmou o ministro. “Para conscientizar as pessoas em relação aos operadores do Direito, para que possamos utilizar a legislação atual para coibir. Se vier uma nova legislação, ótimo. Mas, se não vier, nós não viveremos um momento de anomia. Basta uma simples interpretação. É um meio de comunicação? É. Basta interpretar. O Direito é interpretação.”

Moraes ainda afirmou que é preciso uma “reação forte” para frear big techs. Além disso, ele tentou brincar diante do público que acompanhava o seu discurso. “Não sou comunista”, afirmou. “Não é possível que acreditem.”

Opinião de Moraes sobre as big techs

big techs
Big techs são as grandes empresas de tecnologia mundiais | Foto: Reprodução/Freepik

Moraes, que mantém um embate com plataformas digitais, como o X e o Rumble, comparou as grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, à Companhia das Índias Orientais. Ele as descreveu como entidades que buscam lucro e controle sem responsabilidade jurídica.

“A mentalidade das big techs retornou ao mercantilismo e ao colonialismo”, disse.

Leia mais: “Ilusionistas de picadeiro”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 257 da Revista Oeste

O ministro mencionou as decisões do STF que levaram à suspensão de redes como o X e o Rumble, depois de notificações da Anatel para o bloqueio do acesso. Na opinião dele, há uma necessidade urgente de resposta da Justiça, para evitar a dificuldade de contenção no futuro.

Críticas à Starlink, de Elon Musk

Ele destacou que a iniciativa representa uma ameaça à soberania do Brasil | Foto: Shutterstock

O ministro Alexandre de Moraes ainda manifestou preocupações sobre o projeto Starlink, de Elon Musk. Ele destacou que a iniciativa representa uma ameaça à soberania do Brasil. Segundo o juiz, o projeto de satélites de baixa órbita permitiria à empresa operar sem se submeter à legislação brasileira.

Moraes afirmou que, até agora, a soberania brasileira foi mantida em razão da dependência das grandes empresas de tecnologia das infraestruturas locais, como antenas de telecomunicação. Com o objetivo de eliminar essa dependência, o avanço do projeto Starlink poderia, segundo ele, comprometer a jurisdição digital do país.

Leia também: “A terra dos livres não tolera tiranos”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 258 da Revista Oeste

“Por enquanto nós conseguimos manter a nossa soberania”, disse Moraes. “É uma questão de soberania nacional. E a nossa jurisdição. Porque as big techs necessitam das nossas antenas e dos nossos sistemas de telecomunicação. Por enquanto.”

9 comentários
  1. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    O judiciario passou a ser uma piada.
    Uma família está dirigindo atrás de um caminhão de lixo quando um vibrador voa para fora e bate no para-brisa. Envergonhada e tentando poupar a inocência de seu filho pequeno, a mãe se vira e diz: “Não se preocupe, querido. Aquilo foi apenas um inseto.” “Uau”, responde o menino. “Estou surpreso que ele tenha conseguido voar com um pênis daquele tamanho!”)

    O álcool
    Um cientista foi convidado a fazer uma palestra no AAA (Asssociação dos Alcóolicos Anônimos) para demonstrar os malefícios do álcool no organismo humano.
    Lá pelas tantas, no momento culminante da palestra, o Cientista pede dois copos – um cheio de água e outro cheio de álcool – e os coloca a sua frente , sobre a mesa. Toma de um vermezinho vivo e o joga no copo cheio com agua. O vermezinho nada, nada e escapole pela borda do copo. Volta a apanhar o vermezinho e volta a joga-lo no copo, desta vez no copo com álcool. O vermezinho se contorce todo, não consegue nadar e morre.
    O cientista, satisfeito com o exito da demonstração, brada aos seus ouvintes: – Então, meus amigos, a que conclusão podemos chegar ? Lá do fundo do auditório levanta-se um voz rouca e tropega: – Que quem bebe não tem vermes.

    (fonte: [email protected] (Adriana Cambrea))

  2. Oldair Dorigon Bianco
    Oldair Dorigon Bianco

    Esse sujeito é um merda nesmo. Interpretar, que porra é esta? Imagina a aula como deve ter sido boa hein!

  3. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Eu gosto quando essa gente do direito fala em interpretar as leis q estão aí. Mostra q uma lei depois de escrita, quando todo mundo já sabe seu significado, pode ser reinterpretada ao bell prazer do operador de direito q a lê, ou seja, as leis não valem mais nada. O Marco civil da internet diz q as plataformas são só plataformas e não podem ser responsibilizadas pelo q dizem os donos dos canais. Mas o fulanão subverteu esse entendimento a seu favor. É o mesmo q processar a Blobo pelo q disse uma pessoa entrevistada por ela. Isso nunca aconteceu. Pq seria diferente com as biotechs?

  4. MNJM
    MNJM

    Moraes não cumpre leis. Ele é a lei.
    Pobre dos alunos desse senhor, o que os espera.
    Já virou psicopatia em relação as big techs.

  5. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Cabeça de ovo de avestruz Moraes: VOCÊ VAI SER INTERPRETADO LOGO, LOGO, PELA LEI DAS RUAS, CONHECE?

  6. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    O pior disso tudo é que esse camarão é professor titular de direito! Imagino a qualidade dos fututos advogados que sairão dali.

  7. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Para o psicopata, naturalmente, não interessam as normas, as leis, a cultura ou a moral; tanto que é considera perfeitamente legal distorcer as leis atuais a seu bel prazer.
    Logo, se vierem novas leis, também pouca diferença fará dada a característica amoral e má formação de seu caráter!

  8. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    A cabeça desse homem, é uma grande caixa de besteiras!
    “Basta interpretar.”
    “O direito é interpretação”.
    ……..isso se for com um juiz honesto, isento e imparcial.

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