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Política

Moraes autoriza defesa de Bolsonaro a participar de acareações no STF

Ministro também permitiu o comparecimento de ex-chefe da Defesa

jair bolsonaro
O tenente-coronel Mauro Cid e o ex-presidente Jair Bolsonaro se cumprimentam, durante audiência no STF sobre a suposta trama golpista — 9/6/2025 | Foto: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na acareação entre o ex-ministro da Casa Civil Braga Netto e o tenente-coronel Mauro, que ocorrerá amanhã.

Moraes deu a mesma permissão aos advogados dos demais réus na ação penal que trata da suposta tentativa de golpe, entre eles, Paulo Sérgio Nogueira, que chefiou a Defesa do governo Bolsonaro.

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“Todas as defesas dos co-réus, na presente ação penal, têm o direito de participar das acareações”, determinou Moraes, nesta segunda-feira, 23.

Por isso, os advogados também poderão estar na audiência do ex-secretário Anderson Torres e do general Freire Gomes, ex-comandando do Exército.

Acareação no STF

8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF – 13/03/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

A acareação é um procedimento no processo penal em que duas ou mais pessoas são colocadas frente a frente para esclarecer contradições em seus depoimentos.

O magistrado estabeleceu a realização das sessões em virtude de divergências entre depoimentos.

Contradições

A primeira divergência trata da reunião realizada em novembro de 2022 na casa de Braga Netto. Segundo Cid, o encontro teve o objetivo de discutir o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”.

Cid alegou que, durante a reunião, os participantes expressaram insatisfação com os resultados das eleições e com a maneira como as Forças Armadas estavam tratando esses assuntos.

O ex-ministro teria pedido que Cid se retirasse da reunião, pois a partir daquele momento seriam discutidas “medidas operacionais”, nas quais ele, por sua proximidade com o ex-presidente, não poderia participar.

A segunda divergência envolve uma suposta entrega de dinheiro por parte de Braga Netto a Mauro Cid, com a finalidade de repassar o valor ao major De Oliveira, um “kid preto”, para financiar “atos antidemocráticos”.

Leia também: “Morre um golpe”, reportagem publicada na Edição 273 da Revista Oeste

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