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Política

Moraes arquiva inquérito sobre campanha de Google e Telegram contra PL da Mordaça

Ministro do Supremo Tribunal Federal atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República

O ministro Alexandre de Moraes, durante almoço com advogados do Instituto dos Advogados de São Paulo - 20/05/2024 | Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, durante almoço com advogados do Instituto dos Advogados de São Paulo - 20/05/2024 | Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e arquivou, nesta quinta-feira, 20, o inquérito sobre as campanhas de Google e Telegram contra o Projeto de Lei 2.630/2020, o PL da Mordaça. O texto busca regulamentar o uso de redes sociais e plataformas on-line.

A decisão de Moraes contraria as conclusões da Polícia Federal (PF). Para a corporação, as empresas lançaram mão de “estratégias impactantes e questionáveis” para tentar barrar a aprovação do projeto de lei e, com isso, incorreram em abuso de poder econômico e publicidade enganosa.

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O relatório final da PF acusa as big techs de usarem suas “posições privilegiadas” no mercado para incentivar ataques. Além disso, a corporação fala em ação para espalhar notícias falsas sobre o texto com o objetivo de proteger seus interesses econômicos.

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Já a PGR concluiu que a “divulgação de ideias contrárias” ao texto “não é suficiente” para comprovar que houve crime. Vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho reconheceu que as plataformas agiram movidas por interesse próprio. No entanto, na avaliação dele, isso não é suficiente para demonstrar “intuito de abolir o regime democrático ou tolher o exercício regular dos poderes constitucionais”.

Investigação, agora arquivada por Moraes, teve início a pedido de Lira

Arthur Lira
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) pediu investigação contra Telegram e Google | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

A investigação teve início em junho de 2023, a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que ainda não conseguiu destravar a proposta para regulamentar as plataformas ou outra equivalente.

O Telegram disparou, para milhões de usuários, um manifesto contra o projeto de lei. A mensagem chamava a proposta de “desnecessária” e dizia que ela “concede poderes de censura ao governo”.

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O aplicativo alegou no processo que é uma plataforma “neutra” e minimizou a iniciativa. O Telegram afirma que usou o canal para expressar a opinião da empresa sobre um tema que pode impactá-la, mas negou ter feito uma campanha “ativa e consistente” contra o projeto de lei.

Já o Google exibiu em sua página inicial uma mensagem de alerta contra o PL da Mordaça. Os usuários que clicavam no link eram direcionados para um artigo de opinião do Diretor de relações governamentais e políticas públicas do Google Brasil, Marcelo Lacerda, que acusava o texto de “aumentar a confusão entre o que é verdade e mentira no Brasil”.

A PF ouviu Marcelo Lacerda e outros representantes do Google. Nesse sentido, informaram que a empresa gastou R$ 2 milhões em anúncios sobre o projeto de lei. Eles, contudo, negaram que o objetivo fosse pressionar parlamentares a votar contra o texto.

Leia também: “O torturador do português”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 212 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

8 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Está sentido que “não é bem assim” como supunha. Brasil não é Venezuela e nunca será.
    A hora dessa turma da cúpula vai chegar, em muito breve.
    PL 1169/2015 COMPROVANTE IMPRESSO DO VOTO em pauta JÁ na CCJC da Câmara. Sem essa LEI, o rolo compressor das pesquisas e urnas não auditáveis não poderão ser detidos sem convulsão e confrontos nas ruas.

  2. Christian
    Christian

    Cabeça de Ovo AFUNDANDO na Fossa Séptica que se meteu.
    Dela ele não sai mais…

  3. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Esse governo é tão incompetente que tá com dificuldade pra acompanhar a evolução tecnológica. Polícia Federal, STF, TSE, PGR, AGU, TCU, MPF, OAB, eles, as instituições não conseguem acompanhar o avanço rápido da Internet, da IA e além do mais querem agir como tiranos, aí fica difícil de administrar o país

  4. Marbov
    Marbov

    Policia Federal forçando a barra para agradar os donos da coleira e conseguir uma promoçãozinha para a Europa

  5. Marbov
    Marbov

    Policia Federal forçando a barra para agradar os donos da coleira e conseguir uma promoçãozinha para a Europa

  6. Renato Perim
    Renato Perim

    Oras, e qual a lei que proíbe as empresas de fazerem campanha contra o PL da mordaça? PQP como tem banana nesse país. Assume que fez campanha contra porra, bando de maricas do caraio.

  7. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Tá difícil, é um fardo manter a coerência com a hermenêutica desses membros do STF, por que não entrega pra rede globo julgar o que é feique ou o que não é. Bota a nutricionista Fabiana Carla, “Esse podhe, esse não podhe!”

  8. Marcus
    Marcus

    O desgraçado está com medo das Big Techs? Agora é tarde Xandão. Já sabem nos EUA que você é ditador.

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