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Política

Monark anuncia retorno ao YouTube e novo podcast

Decisão ocorre depois de bloqueios judiciais e posterior liberação de perfis

O comunicador Monark detalha os impactos pessoais e financeiros depois do cancelamento e de sanções do STF | Foto: Divulgação
Segundo Monark, o vídeo foi publicado para ativar a monetização do canal, que já registra mais de 39 mil inscritos | Foto: Divulgação

Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, anunciou o retorno ao YouTube no último domingo, 26. O influenciador publicou um vídeo para marcar a retomada das atividades, depois de três anos banido das redes sociais.

Monark informou que pretende abandonar o apelido pelo qual se tornou conhecido. Nesse sentido, batizou o novo projeto de Bruno Aiub Show. 

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“Fala, galera. Monark aqui”, disse o influenciador. “Agora Bruno Aiub, na verdade, que é o meu nome. Estou mudando o nome do podcast porque acho que estou ficando velho e eu quero que o meu nome real seja o meu nome na internet e acho que o Monark acaba tendo uma conotação de personagem, sabe, então quis mudar.” 

Segundo Monark, o vídeo foi publicado para ativar a monetização do canal, que já registra mais de 39 mil inscritos.  Ele exibiu o estúdio do programa, mas não revelou a agenda de transmissões nem os convidados. Até o momento, o conteúdo ultrapassou 124 mil visualizações e acumulou mais de 3 mil comentários.

O influenciador teve contas bloqueadas em plataformas digitais por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2022 a 2023. 

Em fevereiro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o desbloqueio dos perfis. A decisão incluiu a obrigação de Monark não fazer “publicação, promoção, replicação e compartilhamento de notícias fraudulentas” sobre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral

Ministério Público desiste de ação contra Monark 

O Ministério Público de São Paulo desistiu, em março deste ano, de uma ação contra o influenciador. O processo tratava de declarações feitas em fevereiro de 2022 sobre o nazismo.

Segundo o órgão, as falas “se enquadraram na defesa abstrata (embora equivocada) da liberdade de convicção e expressão, e não na defesa do ideário nazista”. 

+ Leia também: “Deputado aciona TCU para barrar licitação do STF que prevê monitoramento de redes sociais”

“A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião”, destacou Monark, durante episódio do Flow Podcast, em 2022. “Eu acho que o nazista tinha que ter o Partido Nazista reconhecido pela lei. Se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser.” 

Com a repercussão do episódio, o influenciador afirmou que cometeu um erro e disse que estava sob efeito de álcool no momento da fala. No entanto, o caso levou ao desligamento de Monark da empresa que ajudou a fundar. 

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