O Inquérito das Fake News, que completou seis anos em 14 de março, foi prorrogado até junho. Extraoficialmente, no entanto, o chamado “inquérito do fim do mundo” não tem data para acabar. Isso porque a investigação virou uma espécie de “botão de segurança” do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.
Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes — que também conduz a ação penal contra Jair Bolsonaro e outros envolvidos na suposta tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 —, a investigação tem um foco “amplo, geral e irrestrito”, descreve o Estadão.
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O inquérito foi aberto por ordem de Dias Toffoli, então presidente do STF. O objetivo era apurar supostos ataques à Corte, como notícias falsas, ofensas e ameaças.
A mais aberta confissão de Lawfare já feita.
— Enio Viterbo (@EnioViterbo) April 30, 2025
3 ministros do STF admitira que o Inquérito das Fake News "serve como escudo de proteção para o tribunal".
Inquérito não é para "proteger", é para investigar crimes. Se é utilizado como "proteção" é porque houve uma corrupção de seu… https://t.co/5OkDXk2BuJ
Três ministros do STF, em anonimato, admitiram ao Estadão que o inquérito funciona como escudo de proteção do tribunal. Eles querem que a investigação continue por tempo indeterminado, sob o argumento de que “os ataques ao STF não terminaram, as fake news também não, e a democracia precisa ser defendida permanentemente”, diz o jornal.
O julgamento de Bolsonaro pela 1ª Turma do STF reforça a conexão com o processo. Aliados do ex-presidente pressionam os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que o fim do inquérito entre nas negociações com o STF. Moraes, porém, resiste.
Há um “acordão” sendo discutido no Congresso que inclui propostas para abrandar punições aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro — exceto líderes e financiadores —, com progressão mais rápida para o semiaberto e até prisão domiciliar. Alcolumbre apresentou a minuta aos senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Sergio Moro (União Brasil-PR) e Alessandro Vieira (MBS-SE).
Ministros do STF dizem que é “impossível conceder anistia aos golpistas”, afirma o Estadão. Se o projeto passar como está, entretanto, muitas pessoas condenadas serão perdoadas. De todo modo, segundo o jornal, “a Corte está acuada e sob cerco político”.
Defensores iniciais do inquérito agora falam em abusos do STF
Em Brasília, mesmo quem defendeu a abertura da investigação diz que a “crise” de 2019 já não existe mais, com Bolsonaro denunciado e o general Braga Netto — ex-chefe da Casa Civil — preso. De acordo com o Estadão, ganham força também as críticas ao STF por praticar ativismo judicial, em aliança política com o Palácio do Planalto.
Moraes, entretanto, rebate que “nunca é demais recordarmos que o Brasil sofreu uma tentativa de golpe”. Segundo o ministro, “mentiras divulgadas pelas milícias digitais nascidas no chamado ‘gabinete do ódio’ tentam convencer as pessoas de que tudo foi um passeio no parque”.








































Impeachment de integrantes da corte no horizonte…
Ou que façam então a limpeza ética, absolutamente necessária no Congresso, para que possam finalmente abrir mão de barganhas!
É sim uma âncora lançada em um mar de esgoto…
Todos estão mais sujos que pau de galinheiro.
Moraes, o vagabundo!
Alem de vagabundo é imoral, corrupto,
doente mental e pvarde