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Política

Ministro de Lula ignora agro e atribui alta do PIB ao governo

Rui Costa diz que setor decresceu com as chuvas e secas deste ano

rui costa - gonet
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa | Foto: Henrique Raynal/Casa Civil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, atribuiu o avanço do Produto Interno Bruno (PIB) em 2024 aos investimentos do governo federal e às políticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não ao agronegócio.

“Para quem dizia que o Brasil iria crescer 1% no ano que vem, as agências do mercado foram forçadas a publicar que o Brasil pode crescer 3,5% neste ano”, disse o ministro. “Não mais puxado pelo agronegócio, que, em função das chuvas e das secas, decresceu; quem puxou o crescimento neste ano foi o investimento.”

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Costa discursou durante a abertura do seminário “A realidade brasileira e desafios do PT”, organizado pelo Partido dos Trabalhadores e pela Fundação Perseu Abramo, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, nesta quinta-feira, 5.

O PIB do Brasil registrou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre de 2024, em relação ao trimestre anterior. Esse desempenho ficou abaixo do registrado no segundo trimestre, quando a economia brasileira avançou 1,4%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o órgão, o crescimento do PIB foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e indústria, com destaque para a contribuição das pequenas empresas. Os serviços cresceram 4,1%, enquanto a indústria registrou alta de 3,6%.

Em contrapartida, o setor de construção sofreu a maior queda, com uma queda de 1,7%. Entre as áreas que mais se destacaram, informação e comunicação apresentou um avanço de 2,1%, seguida pelas demais atividades de serviços, que cresceram 1,7%.

PIB brasileiro cresce, mas desacelera
PIB brasileiro cresce, mas desacelera em 2024 | Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

IBGE registra queda no PIB do agronegócio

O PIB da agropecuária diminuiu 0,8% no terceiro trimestre de 2024, em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, segundo projeção do IBGE. De acordo com os dados do instituto, houve a redução de volume e produtividade de algumas das principais safras cultivadas no país, como cana-de-açúcar (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%).

Leia também: “Em vez da TV nova, comida”, coluna de Amanda Sampaio publicada na Edição 246 da Revista Oeste

“Esses recuos suplantaram o bom desempenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), que também possuem safras relevantes no período”, informou o órgão. Além disso, o IBGE afirma que a queda do PIB da agropecuária também ocorreu na comparação do terceiro trimestre com o imediatamente anterior. Nesse caso, a redução ficou em 0,9%.

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O setor é responsável pela oferta de produtos primários, como grãos, frutas e animais, entre outros. Essa cadeia de atividades representa cerca de 7% da economia do país. Contudo, o setor também fornece matéria-prima para as indústria de transformação. Assim, o impacto sobre a riqueza do país chega a cerca de 25%, além das exportações.

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5 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse infeliz já tem o hábito de mentir desde quando está destruindo a Bahia. Será que ele não percebe que mentir só prejudica ainda o podre do governo?

  2. arnaldo botelho barbosa
    arnaldo botelho barbosa

    “Essa nem brasileiro acredita!”, diria um personagem de um programa de humoristas famoso em décadas passadas.

  3. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    O IBGE também está aparelhado , os números podem ou não serem reais

  4. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Quando vão cobrar os e 50 milhões desviados por esse petralha da compra respiradores?

  5. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    é um escárnio a análise sobre o PIB. Aqui no Sul a Economia sofreu muito com a tragédia climática. E está se recuperando desde a pandemia. Imagine que muitas empresas fecharam e diminuiu o número de empregos. Como houve uma pequena recuperação é lógico que se reflete no índice de crescimento do PIB.

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