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Política

Ministro André Mendonça vai participar do julgamento do marco temporal

Decisão foi unânime no Supremo Tribunal Federal

andré mendonça
Ministro André Mendonça suscitou questão de ordem sobre seu eventual impedimento | Foto: Reprodução/STf

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ministro André Mendonça poderá participar do julgamento que trata da constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. A votação, unânime, da questão de ordem apresentada pelo próprio Mendonça encerrou-se na segunda-feira 14 no plenário virtual do STF.

O ministro questionou seu possível impedimento em razão de ter se manifestado no caso enquanto era advogado-geral da União, no governo de Jair Bolsonaro, e ainda não fazia parte da Corte.

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Ele mesmo sugeriu a tese de que, nos recursos extraordinários, como é o caso sob análise, o ministro que atuou sob outra condição no processo fica impedido de votar apenas no caso concreto, e não na tese abstrata, de repercussão geral.

Os demais ministros concordaram com a tese de Mendonça, que, portanto, poderá votar no caso do marco temporal ao fixar a tese abstrata para julgar todos os casos semelhantes.

O marco temporal, segundo entendimento que até agora prevaleceu, é a Constituição Federal. Apenas terras ocupadas até outubro de 1988 poderiam ser requisitadas por indígenas. Foi dessa forma que a Justiça Federal de Santa Catarina decidiu ao atender pedido de reintegração de posse do Instituto do Meio a Ambiente de Santa Catarina (IMA) contra a Fundação Nacional do Índio (Funai) e indígenas do povo Xokleng.

Em 2013, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aplicou o critério do marco temporal ao conceder ao IMA-SC a posse de uma área que é parte da Reserva Biológica do Sassafrás, mas reivindicada como terra indígena Ibirama-Laklanõ.

Então, a Funai recorreu ao STF, que já decidiu que o caso tem repercussão geral, ou seja, a decisão valerá para todas as outras situações semelhantes.

+ Defensoria quer rejeição total do marco temporal das terras indígenas

No Congresso, tramita um projeto de lei que fixa a Constituição como marco temporal para demarcação de terras indígenas. A proposta já foi aprovada na Câmara e aguarda análise no Senado.

O julgamento do marco temporal no STF foi interrompido em junho, com pedido de vista, e a questão de ordem suscitada por Mendonça. O placar está em 2 votos a 1 contra o marco temporal. Edson Fachin e Alexandre de Moraes se manifestaram contra o entendimento; Nunes Marques é a favor da tese até então adotada.

Saiba mais: CNA vê insegurança se STF acabar com marco temporal

STF MINISTROS
Plenário do STF | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Cuidado Moradores da Vieira Sou e da Vila nova Conceiçãi.
    Os indios estão aguardando a decisão do STF para entrarem em seus apartamentos.

  2. Sílvia de Fátima Alves Dantas
    Sílvia de Fátima Alves Dantas

    O Marco temporal foi um grande passo para o País.
    Que o STF, mantenha aquilo que ele mesmo já julgou. Marco Temporal Sim!

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