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Política

Ministra do STJ identifica servidor supostamente envolvido em venda de decisões

Nancy Andrighi afirmou que 'sensação de um juiz com 48 anos de magistratura ao se deparar com situação como essa é indizível'

Nancy Andrighi, ministra do STJ cujo gabinete estaria comprometido com servidores em negociação de decisões
Nancy Andrighi, ministra do STJ cujo gabinete estaria comprometido com servidores em negociação de decisões | Foto: Divulgação/STJ

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi anunciou, nesta terça-feira, 8, a identificação de um servidor de seu gabinete que estaria envolvido na venda de minutas de decisões judiciais. A magistrada divulgou a informação durante sessão da 3ª Turma do órgão.

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Segundo a Veja, dois grupos, liderados por Andreson Oliveira Gonçalves e Caroline Azeredo, estariam envolvidos em práticas ilegais de comercialização de sentenças judiciais a advogados e lobistas. Ao todo, quatro gabinetes de magistrados estariam comprometidos — entre eles, o de Nancy.

Ministra do STJ avalia a situação

Sede do STJ
O presidente do colegiado, Humberto Martins, expressou apoio aos magistrados sob suspeita | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Ao comentar o caso, Nancy Andrighi afirmou que a sensação de um juiz com 48 anos de magistratura ao se deparar com uma situação como essa é indizível. “O importante é que já foi localizada a pessoa, a pessoa já respondeu à sindicância e está aberto um PAD [processo administrativo disciplinar] aqui no tribunal”, disse.

Leia mais: “O legado de Barroso”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 237 da Revista Oeste

O presidente do colegiado, Humberto Martins, expressou apoio aos magistrados sob suspeita e destacou a unidade e a força do tribunal. “O tribunal é maior que as coisas que, muitas vezes, ocorrem com o tempo”, afirmou Martins. “O tribunal é muito maior, porque é o Tribunal da Cidadania, e os nossos ministros, bem maiores ainda.”

Casos de propina que envolvem políticos

Na mesma sessão, a 3ª Turma analisou um caso que envolve Wellington Luiz (MDB), presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ele afirmou ter sido abordado por representantes da sua ex-mulher, Caroline Azeredo, os quais supostamente ofereceram influência em processos em troca de propina.

Wellington Luiz relatou ter recusado uma proposta de R$ 500 mil por uma decisão favorável, mas posteriormente sofreu uma derrota no tribunal. Caroline Azeredo negou as acusações e alegou que seu ex-marido agiu por vingança ao denunciá-la.

Leia também: “Parlamentar de toga”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 237 da Revista Oeste

A 3ª Turma decidiu unanimemente que Wellington Luiz não tem direito ao usucapião de um imóvel que ocupa desde 1996 em Brasília. Nancy explicou que a lei não permite posse contínua de imóveis particulares quando a propriedade pertence a uma empresa de serviço público, como a Caesb.

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2 comentários
  1. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Infelizmente a pena será aposentadoria compulsória com todos os benefícios. Mas o Brasil está seguro porque o Bozo está inelegível e o Deltan caçado, não é erro de português.

  2. Augusto Cesar Tobias Marson de Souza
    Augusto Cesar Tobias Marson de Souza

    Vão escolher alguns “culpados” e enterrar as investigações antes de chegar aos tubarões.

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