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Política

Ministra do STF mantém quebra de sigilos de sócios da 123milhas

Medida havia sido determinada pela CPI e foi mantida por Cármen Lúcia

Imagem mostra o corredor de uma empresa, com uma das paredes exibindo, em letras garrafais, o logotipo da 123milhas, empresa que está em processo de recuperação judicial
123milhas está em recuperação judicial | Foto: Juca Varella/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a quebra dos sigilos bancário e fiscal da 123milhas e de seus donos, Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira. A decisão é da terça-feira 5 e também atinge os sigilos de Cristiane Soares Madureira do Nascimento e da Novum Investimentos, empresas parceiras da 123milhãs.

A quebra dos sigilos foi determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados. A investigação começou depois de a empresa anunciar, no mês passado, a suspensão da emissão de passagens de clientes com embarque previsto entre setembro e dezembro deste ano.

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+ Em recuperação judicial, 123milhas entra na mira do Procon

Apesar de manter a quebra de sigilo, Cármen Lúcia determinou que a CPI deverá realizar sessão secreta para analisar os dados. As informações só poderão ser acessadas pelos deputados que integram a CPI.

“Indefiro a liminar quanto ao pedido de quebra de sigilo dos impetrantes, mantendo a eficácia da aprovação do requerimento pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Restrinjo o acesso aos dados obtidos pela medida de quebra de sigilo às pessoas indicadas no item 12, em sessão secreta, observando-se a sua guarda exclusiva pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito”, decidiu Cármen.

Ministra mantém depoimento de empresários da 123milhas na CPI

Cármen Lúcia
Ministra Cármen Lúcia determinou análise dos documentos em sigilo | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Além da quebra de sigilos, a ministra também confirmou decisão anterior que manteve a convocação dos empresários da 123milhas para depor na CPI. Na semana passada, eles não compareceram ao depoimento. Ainda na terça-feira, a Justiça de Belo Horizonte autorizou a condução coercitiva dos sócios. Os depoimentos estão agendados para a manhã desta quarta.

Após deixar os consumidores sem passagens aéreas, a 123milhas entra em recuperação judicial. Segundo a empresa, a medida objetiva o “cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores”.

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