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Política

Ministério Público denuncia chefe de ONG do Moinho por ligação com PCC

Alessandra Moja Cunha articulou a visita de Lula à favela localizada no centro de São Paulo

Alessandra Moja Cunha, acusada de integrar o PCC, é presidente da Associação da Favela do Moinho | Foto: Reprodução/Instagram
Alessandra Moja Cunha, acusada de integrar o PCC, é presidente da Associação da Favela do Moinho | Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia contra Alessandra Moja Cunha. Segundo a acusação, apresentada na segunda-feira 15, a presidente da Associação da Favela do Moinho, localizada no centro de São Paulo, teria atuado em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o Gaeco, os crimes atribuídos a Alessandra incluem: 

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  • formação de quadrilha; 
  • associação para o tráfico; 
  • extorsão qualificada; 
  • receptação qualificada;
  • lavagem de dinheiro e; 
  • atividade sem licença ambiental.

Yasmin Moja Cunha, filha de Alessandra, também foi denunciada pelos três primeiros delitos.

Detalhes da denúncia e atuação na Favela do Moinho

A denúncia relata que Alessandra e demais acusados “constituíram e integraram, pessoalmente, organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas”. Eles também teriam realizado extorsões na região central de São Paulo.

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O MPSP sugere que Alessandra assumiu o comando das operações criminosas de Leonardo Moja, seu irmão, depois da prisão em agosto passado. O órgão sustenta que o criminoso é o principal articulador do PCC no centro de São Paulo.

Moradores relatam extorsão feita por criminosos do PCC, que cobram multa ou divisão do valor da habitação social fornecida pelo governo
Leo Moja, apontado como principal liderança do PCC na Favela do Moinho e preso em 2024 | Foto: Reprodução

No fim de junho, Alessandra encontrou-se com o ministro Márcio Macedo, da Secretaria-Geral da Presidência. O objetivo da reunião foi tratar dos detalhes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Favela do Moinho.

Ações policiais e denúncias de extorsão

Na semana passada, Alessandra foi alvo da operação Sharpe, realizada pelo Gaeco em parceria com as polícias Civil e Militar de São Paulo. Durante ação na casa onde ela se encontrava, foram apreendidos seis celulares, 259 porções de cocaína, 630 de crack e 314 de maconha.

Lula discursa ao lado de Alessandra Moja | Foto: GovAgora/Divulgação
Lula discursa ao lado de Alessandra Moja | Foto: GovAgora/Divulgação

O MPSP detalha que os acusados extorquiam moradores da favela com cobranças que podiam alcançar R$ 100 mil. “Usando de grave ameaça, buscaram obter vantagem econômica consistente em R$ 100 mil”, diz trecho da denúncia do Gaeco.

Histórico e repercussão entre moradores

O histórico de Alessandra inclui condenação anterior por homicídio, com cumprimento de pena em regime fechado, segundo revelou o site Metrópoles. Durante a operação, moradores relataram experiências de tortura, coação, ameaças e violações de direitos.

Leia também: “Para onde foram os usuários da cracolândia?”, reportagem publicada na Edição 270 da Revista Oeste

E mais: “Mello Araújo: ‘Lutamos contra o crime organizado que domina os dependentes da cracolândia'”

O Gaeco descreve a favela do Moinho como um importante ponto de apoio ao PCC. De acordo com a denúncia, o local era considerado “quartel-general” para operações na Cracolândia e articulava monitoramento policial e imposição de controle interno por meio dos chamados “Tribunais do Crime”.

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