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Política

Militares voltam a ganhar espaço no governo Lula

Com receio do 8 de janeiro, o novo mandato petista havia iniciado o governo reduzindo a influência militar na administração

Lula | Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos comandastes das forças militares e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro | Foto: Divulgação/Agência Brasil
Da esquerda para a direita, o presidente Lula, os comandantes Marcos Sampaio Olsen (Marinha), Tomás Paiva (Exército) e Marcelo Damasceno (Aeronáutica) e o ministro da Defesa, José Mucio, durante as celebrações do 7 de Setembro - 07/09/2023 | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Depois de iniciar o novo mandato com o pé esquerdo nas relações com as Forças Armadas, Lula voltou a dar espaço para militares em cargos do governo. As informações estão no Portal da Transparência.

Inicialmente, a nova gestão petista havia decidido reduzir a participação de militares que, aos olhos do governo, tiveram relação com os atos do 8 de janeiro. Porém, a partir de meados de 2023, a presença voltou a crescer, chegando a 2.760 militares em novembro.

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Comparação com a gestão Bolsonaro

No atual governo, o número — que representa apenas militares da ativa — é somente 6,4% menor do que os 2.938 registrados no mês de dezembro de 2022, último mês de Jair Bolsonaro à frente do Executivo. Ainda relativamente à gestão Bolsonaro, há uma mudança de perfil.

Isso porque Bolsonaro deixou o Palácio do Planalto com 48 militares servindo em cargos mais elevados da administração, quadro que foi reduzido para apenas 29, com Lula, em novembro de 2023.

Incentivo dado por Michel Temer

Nos cargos da administração federal, a presença de militares começou a ganhar destaque durante o curto governo de Michel Temer — movimento que foi impulsionado por Bolsonaro. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), em julho de 2020 havia 6.157 militares no governo. Incluídos neste total havia representantes da reserva e 1.969 contratos temporários a fim de ajudar a reduzir a fila do INSS.

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O início do terceiro mandato de Lula foi marcado pela redução de militares de seus cargos. Esse comportamento do governo petista se manteve até junho de 2023, quando o número atingiu seu patamar mais baixo: apenas 2.557 militares.

Lula militares
Depois de esvaziar a presença militar no governo, Lula voltou a chamar militares para a administração | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Porém, depois o crescimento da presença militar no governo foi ininterrupto. Esta retomada, antecedida por uma redução, pode ser explicada, segundo o jornal O Globo, pelo preenchimento de postos ligados diretamente à Presidência — que é o núcleo do governo que mais solicita a presença militar, e onde está o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Dez áreas do governo Lula com maior presença militar

Depois de esvaziar os militares do governo em função dos atos do 8 de janeiro, Lula voltou a chamar para a administração militares, que servem em áreas estratégicas. Confira:

  • Presidência: 1.110;
  • Ministério da Defesa: 845;
  • Ministério da Saúde: 196;
  • Comando da Marinha: 59;
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): 57;
  • Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul): 36;
  • Vice-Presidência da República: 25;
  • Advocacia-Geral da União (AGU): 24;
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): 16.

Comparação com o governo Bolsonaro

Durante o governo de Jair Bolsonaro, os militares estiveram presentes, em maior número, em cargos e setores estratégicos. Já na nova administração petista, a quantidade de militares foi reduzida.

  • Presidência: 1.191 (Bolsonaro), 1.110 (Lula);
  • Saúde: 229 (Bolsonaro), 196 (Lula);
  • Defesa: 850 (Bolsonaro), 845 (Lula);
  • Vice-Presidência: 47 (Bolsonaro), 25 (Lula).

Os dados atualizados são de novembro de 2023.

Em nota, a equipe de comunicação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) informou que a estatal, vinculada ao Ministério da Educação, não possui militares cedidos em cargos ou funções de chefia desde o início da atual gestão, que tomou posse em 1º de março do ano passado.

“Os altos cargos de direção na administração anterior da empresa eram quase todos ocupados por militares”, informa a Ebserh, que é responsável pela gestão de 41 hospitais universitários em 23 Estados e no Distrito Federal. “Todos foram exonerados. “A Ebserh possui atualmente 167 empregados efetivos concursados que acumulam vínculo público com a carreira militar, o que está previsto na legislação. Nenhum deles ocupa cargo de direção.”


Atualização em 23/1/2024, às 17h39 = Diferentemente do informado anteriormente, a Ebserh afirma não ter militares de seus quadros de servidores atuando no governo federal. O texto foi corrigido.

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8 comentários
  1. J K Silva
    J K Silva

    Missão dada, missão cumprida.

    Em tempo: bater continência para ladrão é de uma humilhação sem preço.

  2. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Essas melâncias ficam de quatro, quem se abaixa muito mostra a bunda…….acho que já deram tudo! Nada a mostrar! VERGONHA NACIONAL!

  3. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Voltam a ganhar espaço no governo?
    Claro que sim , porem agora com os verdadeiros melancias devidamente filtrados , identificados e cooptados , né?
    todos eles prontinhos para as novas promoções claro.

  4. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    O ditador comunista Mao sempre disse que o verdadeiro poder nasce da boca do cano de um fuzil ! O que esses militares estão esperando , que o Brasil vire um narco-estado como Venezuela ou Cuba ? Só eles podem nos salvar mas parece que eles estão vendidos !

  5. Ricardo Schmidt Rehder
    Ricardo Schmidt Rehder

    Não é difícil entender porque as FFAA compravam tanto Viagra, esses velhos oficiais que compõem o alto comando tem comportamento de eunucos domesticados, que desconhecem o sentido da palavra honra, coragem, fidelidade e civismo.

    1. Reinaldo Terribelli
      Reinaldo Terribelli

      Ricardo ,
      Esse tipo de militar a que voce se refere não existe mais a muito tempo hoje em dia são apenas funcionários publicos fardados e armados prontos para obedecer os chefes de plantão não importando qual seja , só tem interesse em carreira , cargos, salários e promoções , FA , PF etc. é tudo a mesma coisa.
      O 8 de janeiro mostrou claramente isso , o Nine disse que era para prender todos nas portas dos quartéis e eles fizeram exatamente isso , ou não fizeram?

  6. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    As forças armadas desceram ao fundo do poço e estão cavando ainda mais fundo tentando achar o lugar que cabe a elas. Esse lugar é bem abaixo do nível do próprio PT, é um lamaçal feito de corrupção, de covardia e traição, enquanto que o nível do PT é apenas de corrupção e traição. Não há tinturaria capaz de tirar as manchas dessas fardas bonitas e cheias de bordados.

  7. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Luladrão utiliza a tática da máfia Italiana Camorra para manter o poder: Mantenha seus amigos por perto; e mantenha seus Inimigos ainda mais próximos.
    Dessa forma o Ladrão elimina a chance de acontecer com ele, oque aconteceu com Julius Cesar imperador de Roma.
    Quando Calpúrnia e o místico adivinho alertaram Júlio César sobre uma conspiração contra a sua vida, tudo o que tinham era uma teoria. Mas então vieram os idos de março e a teoria revelou-se verdadeira.
    Desse evento, veio a famosa frase: Até tú Brutus?

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