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Política

Michelle restringe visitas a Bolsonaro

Ex-primeira-dama pediu que aliados respeitem o momento de recuperação do ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado da mulher, Michelle Bolsonaro | Foto: Thiago Queiroz/Estadão Conteúdo
O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado da mulher, Michelle Bolsonaro | Foto: Thiago Queiroz/Estadão Conteúdo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que as visitas ao Hospital DF Star, em Brasília, estão temporariamente restritas. Apenas familiares estão autorizados a acessar as dependências da unidade onde Bolsonaro se recupera da cirurgia realizada neste fim de semana.

Por meio de mensagem enviada a deputados e senadores próximos ao ex-chefe do Executivo, Michelle pediu que respeitem o momento de recuperação. Ela destacou que o procedimento durou cerca de 12 horas e exige cuidados redobrados na fase pós-operatória.

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“A cirurgia do Jair, como sabem, foi longa — 12 horas — e agora ele precisa de um tempo maior para uma recuperação completa”, diz o texto enviado a integrantes do núcleo político. “Para garantir o melhor cuidado possível, as visitas estão, por ora, restritas apenas à família.”

Apoio a Bolsonaro durante cirurgia

Enquanto Bolsonaro permanecia no centro cirúrgico, neste domingo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) conduziu uma vigília de oração ao lado de apoiadores que se concentraram em frente ao Hospital DF Star. O gesto traduziu o clima de solidariedade entre aliados durante o procedimento médico.

Michelle ligou para Damares

A mensagem enviada por Michelle Bolsonaro, no entanto, tratou exclusivamente da restrição temporária sobre as visitas. Oeste apurou que o comunicado não guarda relação com a mobilização liderada por Damares. A senadora do Distrito Federal, antiga aliada de Bolsonaro, mantém uma relação de aliança com Michelle.

Ao fim do procedimento cirúrgico, a ex-primeira-dama telefonou para Damares e confirmou que Jair Bolsonaro havia deixado a sala de cirurgia.

A movimentação em torno da internação do ex-presidente reforça, nos bastidores, o alinhamento entre integrantes do Congresso Nacional e Jair Bolsonaro — nome que continua no radar da direita como liderança nacional aguardada para 2026.

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