A Câmara dos Deputados elegeu o petista Odair Cunha (MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na noite desta terça-feira, 14. O parlamentar recebeu 303 votos e garantiu a vaga, aberta com a aposentadoria de Aroldo Cedraz. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu ao resultado nas redes sociais e classificou a data como um “triste dia” para a fiscalização pública.
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A vitória de Cunha teve apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele apadrinhou a candidatura e montou um bloco de apoio com legendas que vão do PT ao centrão. O petista superou com folga Elmar Nascimento (União-BA), que obteve 96 votos, e Danilo Forte (PP-CE), que ficou com 27.
Recuo da oposição
A oposição perdeu força no pleito logo que a deputada Soraya Santos (PL-RJ) desistiu da disputa. Aliada próxima de Michelle, Soraya retirou o nome para apoiar Elmar Nascimento em uma tentativa de concentrar votos contra o PT. A manobra contou com a articulação direta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas não foi suficiente para impedir a derrota.
Michelle Bolsonaro usou sua conta no Instagram para apoiar a deputada desistente e criticar o novo cenário do tribunal. “Soraya, o TCU seria muito melhor com você lá”, disse Michelle.
Além de Soraya, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) também abandonou a corrida no último momento. O movimento buscava fortalecer um nome com melhor trânsito entre partidos independentes, mas a máquina do governo e da cúpula da Câmara prevaleceu.
Domínio do governo e aliados
O Tribunal de Contas da União possui dez cadeiras, e o preenchimento das vagas segue critérios de indicação do Legislativo e da Presidência. Com a entrada de Odair Cunha, o PT amplia sua influência no órgão responsável por julgar as contas do governo federal. O apoio ao parlamentar uniu partidos como MDB, PSB, PDT e as siglas de extrema esquerda.
A composição final da votação mostrou a fragmentação dos demais nomes. Hugo Leal (PSD-RJ) somou 20 votos, e Gilson Daniel (Podemos-ES) recebeu apenas 6. Com a posse de Cunha, o governo Lula garante um aliado estratégico em um tribunal que tem o poder de suspender licitações e condenar gestores por mau uso de dinheiro público.
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Mais um gatuno petista
Sempre na caladada noite …