O indicado do presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, reúne apoio declarado de 25 senadores.
Para ser aprovado, contudo, ele ainda precisa angariar ao menos mais 16 assinaturas.
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A vaga está aberta há cinco meses, desde a saída do ex-ministro Luís Roberto Barroso.
Antes de ir ao plenário, Messias terá de ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde soma 10 dos 14 votos exigidos. No colegiado, sete senadores se posicionam contra e outros dez ainda não declararam voto.
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Levantamento do portal Poder360 junto aos 81 integrantes do Senado indica que 25 parlamentares apoiam o nome do atual advogado-geral da União, 14 são contrários, 39 não manifestaram posição e três não responderam: o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Jorge Kajuru (PSB-GO).

Pacheco era o nome defendido por Alcolumbre e por uma ala do STF para a vaga aberta com a saída de Barroso.
Em outubro de 2025, Lula se reuniu com ministros da Corte e com o presidente do Senado e afirmou que a prerrogativa de indicar integrantes do Supremo é exclusiva do chefe do Executivo, rejeitando sugestões.
Em conversas, o presidente costuma mencionar experiências anteriores em que acolheu indicações de terceiros e depois se arrependeu, citando os casos de Joaquim Barbosa e Luiz Fux.
Lula também articula a candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, como forma de ampliar sua base no Estado.
Para disputar o Executivo mineiro, o senador teria de deixar o PSD, partido do vice-governador Mateus Simões.

Ainda não há data definida para a sabatina de Messias na CCJ. Em novembro de 2025, Alcolumbre chegou a agendar a oitiva para 10 de dezembro, mas recuou em 2 de dezembro.
À época, o relator da indicação, Weverton Rocha, atribuiu o adiamento à falta de envio da documentação pelo governo federal.
No cenário atual, Messias segue distante dos 41 votos necessários — ao menos entre os declarados. A recente recondução de Paulo Gonet ao cargo é vista como indicativo das dificuldades no Senado.
O procurador-geral da República foi aprovado para novo mandato de dois anos em 12 de novembro de 2025, mas com placar mais apertado do que o registrado em 2023: 45 votos favoráveis e 6 contrários, ante 65 a 11 na primeira indicação.

Apoio a Messias na CCJ permanece estável
Na CCJ, o quadro de apoio a Messias permanece estável em relação a novembro de 2025, apesar de mudanças individuais de posição. Omar Aziz (PSD-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) deixaram de declarar apoio e passaram a adotar posição de cautela.
Parlamentares como Sergio Moro (União Brasil-PR), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Gomes (PL-TO), Izalci Lucas (PL-TO) e Jaime Bagattolli (PL-RO), antes contrários, agora não declaram voto.
Já Ciro Nogueira (PP-PI) e Eudócia Caldas (PL-AL) migraram da oposição para o apoio, enquanto Esperidião Amin passou a se posicionar contra.
Garoto de recado
Há de se esperar que o senado se recuse sabatinar esse tranqueira o mandato do verme carniça está quase no fim nomear mais um petista só vai aumentar o trabalho depois prá tirar depois.