publicidade
Política

Mendonça valida julgamento no STJ que pode render R$ 90 bilhões ao governo

Ministro do STF revogou liminar concedida havia uma semana

emendas de relator Mendonça STJ
André Mendonça, ministro do STF | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e decidiu revogar a suspensão que havia imposto a um julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pode resultar em R$ 90 bilhões por ano ao governo. Mendonça se reuniu na terça-feira 2 com Haddad, que considera a arrecadação extra fundamental para o sucesso do novo arcabouço fiscal.

A 1ª Seção do STJ decidiu que empresas não podem continuar abatendo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) benefícios dados pelos Estados. A decisão foi tomada na semana passada. O julgamento do STJ ocorreu mesmo com liminar de Mendonça para suspender a votação. Alegando que não receberam a decisão, os ministros da 1ª Seção do STJ prosseguiram.

Receba nossas atualizações

Agora, porém, Mendonça revogou a liminar. “No que toca à propalada perda bilionária de arrecadação federal, alegadamente em razão de interpretação equivocada da legislação infraconstitucional pelas pessoas jurídicas contribuintes, diante dos dados e das informações apresentados na petição sub examine e em audiência neste Gabinete, também está com a razão a União”, afirmou Mendonça, ao revogar a liminar.

O STF julgava caso semelhante e o entendimento da maioria, externado até então, era a favor da União, ou seja, de que as empresas não poderiam continuar compensando tributos federais com benefícios fiscais estaduais. O julgamento no STF estava suspenso por um pedido de vistas de Gilmar Mendes.

STJ considerou compensação indevida

STJ Mendonça
STJ seguiu com votação, mesmo depois de liminar concedida pelo ministro do STF André Mendonça | Foto: Divulgação/STJ

A decisão do STJ, em favor da União, foi tomada em 27 de abril. A possibilidade de as empresas compensarem os dois tributos federais (CCSL e IRPJ) com os impostos estaduais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), existia desde 2017, quando foi aprovada a Lei Complementar 160.

Então, as empresas passaram a abater o incentivos de custeio e de financiamento (gastos com a construção da fábrica, por exemplo), dados pelos Estados dos tributos federais, conforme previsto na norma.

Haddad celebrou a decisão de Mendonça. “Acabamos de receber, eu e a ministra Simone Tebet, a informação de que o ministro André Mendonça reviu sua decisão e cassou a liminar, dando ganho de causa para o governo federal. É um magistrado com autonomia suficiente para saber o que é melhor para o Brasil”, afirmou.

2 comentários
  1. Nordestelivre
    Nordestelivre

    “Mendonça se reuniu na terça-feira 2 com Haddad” Hadad: “É um magistrado com autonomia suficiente para saber o que é melhor para o Brasil” Apos um papinho entre amigos ele julgou a nosso favor, a constituição que se exploda.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.