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Política

Mendonça cobra Lula sobre critérios da próxima indicação ao STF

O questionamento tem como base uma ação protocolada pelo grupo DeFEMde, formado por mulheres negras e juristas

Ministro André Mendonça | Foto: Fellipe Sampaio/STF
O grupo feminista que acionou o STF afirma que a Presidência deve considerar candidaturas fora do perfil étnico-racial e de gênero predominante | Foto: Fellipe Sampaio/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa um pedido para que a próxima indicação à Corte seja de uma mulher negra. O ministro André Mendonça solicitou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclareça quais critérios pretende adotar para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

O questionamento tem como base uma ação protocolada pelo grupo DeFEMde, formado por mulheres negras e juristas.

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O grupo apresentou a solicitação por meio de mandado de segurança e pediu uma liminar para garantir que uma mulher negra ocupe a vaga.

Segundo a advogada Raphaella Reis de Oliveira, que assina o documento, esse instrumento está previsto na Constituição Federal para situações em que há possível violação de direitos por parte de autoridades.

Grupo cobra compromisso de Lula com “diversidade”

No pedido, as advogadas argumentam que nomes como o de Jorge Messias, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), não merecem entrar na lista de cotados para o posto.

Raphaella Reis de Oliveira destacou que a Constituição assegura igualdade em todos os âmbitos sociais, culturais, políticos e jurídicos.

O grupo também cita a Convenção Interamericana contra o Racismo, firmada durante a gestão Dilma Rousseff (PT), que determina que os sistemas jurídicos devem refletir a diversidade social.

“Nós pedimos que a vaga fosse preenchida de acordo com o que determina o bloco constitucional que rege o Brasil — no caso, a Constituição Federal e as normas de direitos humanos, especialmente aquelas que são Emendas Constitucionais”, afirmou Raphaella à CNN Brasil, nesta sexta-feira, 14.

Leia também: “Os patrões da República”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 296 da Revista Oeste

Ela acrescenta que, para atender a esses parâmetros, a Presidência deve considerar candidaturas fora do perfil étnico-racial e de gênero predominante, ou seja, evitar indicar homens brancos como Messias, Pacheco e Dantas para esta ou outras vagas.

Raphaella informou que o grupo agiu para evitar, segundo suas palavras, “que a Presidência violasse o bloco constitucional mais uma vez neste mandato”. Ela ressaltou ainda que esta seria a terceira chance de Lula nomear uma mulher negra ao STF, o que nunca ocorreu até o momento.

“O perfil étnico-racial e de gênero historicamente dominante nos sistemas jurídicos brasileiros, do qual o STF é a máxima expressão — e [a Presidência deve] proceder, com prioridade, à indicação de uma mulher negra, perfil étnico-racial e de gênero historicamente excluído da Corte”, disse Raphaella.

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5 comentários
  1. Magno Jesus De Afonso
    Magno Jesus De Afonso

    Indicações de Lula são todos amigos Militantes do PT

  2. Ricardo Fonseca Alves
    Ricardo Fonseca Alves

    Isso é uma vergonha! Onde está o MÉRITO????

    E mais, penso ser uma anomalia, mas JÁ OUVIRAM FALAR DE RACISMO REVERSO ❓❓

  3. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    A única coisa que essa advogada acertou, é que tanto Messias como Pacheco, não tem condições de assumir o cargo, o resto é mais do mesmo, ativismo imbrecil.

  4. Antonio Aparecido Christófalo
    Antonio Aparecido Christófalo

    Acho não se trata de nomear uma mulher, seja ela branca ou negra, pois o modelo de nomeação a meu ver é que está totalmente errado, apesar de previsto constitucionalmente. Acho que por se tratar de um cargo não eletivo, o pretendente deveria ser escolhido através de concurso público e que seja escolhido aquele que vencer o concurso. Isto se chama “meritocracia “.

  5. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Grupo DeFEMde vai à Suprema Corte para cobrar mulher negra na Suprema Corte. Onde não existe meritocracia, por óbvio que as disputas/concorrências à cargos públicos se darão no âmbito do poder Judiciário.
    No entanto, como lá é também palco de revanchismos “progressistas” injustos, já que nenhum de nós como pessoa participou de atos e ações “discriminatórias” desde há séculos, as soluções se darão por conta do avanço das agendas identitárias e a tomada de poder por parte da esquerda militantes se consolidará mais e mais por ações afirmativas, e não pelo desenvolvimento orgânico social, o que efetivamente avança se autoajustando.
    Ora, vamos no lavar no melado, do corpo melado pelo melado!

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