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Política

Gilmar Mendes diz que Judiciário vive 'quadro de verdadeira desordem'

Ministro do STF participou de evento para discutir a reforma administrativa

Gilmar Mendes deu declarações em evento promovido pela Fiesp e pela CNI | Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Gilmar Mendes deu declarações em evento promovido pela Fiesp e pela CNI | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu, na manhã desta segunda-feira, 24, a necessidade de o governo debater os supersalários da Justiça.

Durante um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mendes disse que o Judiciário enfrenta “um quadro de verdadeira desordem” no que se refere a essa questão.

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Como noticiado por O Globo, no ano passado, o Judiciário desembolsou R$ 7 bilhões com remunerações que ultrapassam o teto do serviço público, que corresponde ao salário de um ministro do STF, fixado em R$ 46,3 mil mensais. Mendes não descartou novos reajustes para o setor, mas criticou o alto número de subsídios e “penduricalhos”.

“Me parece fundamental que haja uma discussão a propósito dessa temática [da remuneração do Judiciário]”, afirmou. “Nós estamos vivendo um quadro de verdadeira desordem. A toda hora os jornais estampam novos penduricalhos e gratificações. É preciso que se estabeleçam regras e normas para isso.”

O governo encaminhou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar dos chamados supersalários na Justiça. A medida permitiria a criação de um Projeto de Lei, em um prazo máximo de dois anos, com o objetivo de definir quais verbas indenizatórias poderiam ser pagas além do limite constitucional do funcionalismo público.

“Na reforma do Judiciário de 2004 se fez um esforço enorme para encerrar com os penduricalhos, criando subsídios”, completou o ministro. “Mas, no Brasil, considerando inclusive a velocidade dos tempos, os subsídios foram ficando ultrapassados. Nesse contexto foram gerando-se novas gratificações, ou velhas gratificações foram restauradas, e nós estamos em uma fase extremamente preocupante, em que não sabemos bem qual é o critério que deve prevalecer.”

Gilmar Mendes falou sobre militares na política

O ministro também classificou como “imperativa” a necessidade de alterar o Estatuto dos Militares para impedir que membros ativos das Forças Armadas ingressem na política.

“Não é mais compreensível que nós tenhamos militares atuando em funções administrativas sem terem ido para a reserva, ou indo para a política e depois voltando para a corporação”, disse.

Leia também: “Mesmo com processo suspenso, STF forma maioria para condenar Carla Zambelli”

A PEC dos Militares proposta pelo governo prevê que integrantes das Forças que optarem por disputar cargos políticos sejam automaticamente transferidos para a reserva. No entanto, o texto está parado desde novembro de 2023, depois de ter sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“A crise recente que tivemos, marcada pelo 8 de janeiro e seus desdobramentos, tem algo a ver com isso”, afirmou o ministro. “Há uma emenda tramitando no Senado sobre essa questão e é fundamental que se dê atenção a esse tema, porque me parece que de alguma forma isso diz respeito à própria estabilidade democrática.”

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4 comentários
  1. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Indivíduo desprezivel, desprovido de honra, dignidade, moral, honestidade. Como juiz, um merda, parcial e que muda de opinião de acordo com a oferenda. Se não quizermos ir longe, basta ver a mudança de opinião sobre a Lava Jato. Bem dizia o Joaquim Barbosa: não passa de jagunço de Mato Grosso.

  2. Domingos Henrique Fazan Caramano
    Domingos Henrique Fazan Caramano

    Kkkkkkkkkkkk
    Hipócrita!
    Falou o oráculo: “militares não.podem participar da política”!

    Deixemos tal função aos ministros do STF, que sabem tudo, resolvem tudo e metem o bedelho até em briga de vizinho…

  3. Vicente Lino
    Vicente Lino

    Gilmar Mendes falando em democracia, ordem, respeito à estabilidade democrática? É tudo que ele e seus colegas do STF não fazem. São eles os principais culpados pelo caos em que vive a justiça no Brasil.

  4. Francisco das Chagas Alves Pinto
    Francisco das Chagas Alves Pinto

    Agora tá certo! Esse senhor entende tudo de democracia e honestidade salarial! Pense!!!

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