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Política

Medida populista, dizem parlamentares, sobre isenção de IR

Deputados afirmam que empresas serão prejudicadas e acusam governo de manobra para ganhar votos em 2026

Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR): “Pobre vai continuar pagando a mais alta carga tributária do mundo” | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR): “Pobre vai continuar pagando a mais alta carga tributária do mundo” | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo federal e a base parlamentar que apoia a gestão Lula da Silva comemoraram na noite desta quarta-feira, 1º, aprovação na Câmara do projeto de Lei (PL) n° 1.087/2025. O texto-base prevê a isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Agora, a proposta vai para apreciação no Senado.

A iniciativa, contudo, recebeu críticas de vários parlamentares. Os deputados Marcel van Hattem (Novo/RS) e Júlia Zanatta (PL/SC) se manifestaram principalmente por vídeos em seus perfis nas redes sociais. O deputado Gilson Marques (Novo-SC), por sua vez, disse que os recursos não irão para os mais pobres. Assim, ele reprovou a tributação de lucros e dividendos. “‘Vamos cobrar dos mais ricos, são só 140 mil pessoas para dar para os mais pobres’. Isso é mentira!”. 

IR: “Dinheiro para os políticos”

O parlamentar argumentou que “esse dinheiro não vai para os mais pobres, vai para os políticos. E é melhor que esse dinheiro ficasse ainda com os mais ricos, porque são eles que empregam, compram as máquinas, fazem os produtos”.

O texto determina que o uso ou a entrega de lucros e dividendos por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física residente no Brasil terá retenção. Isso vai acontecer se o valor for superior a R$ 50 mil por mês. Neste caso, a tributação na fonte terá alíquota de 10% sobre o total do valor pago, creditado, empregado ou entregue.

Leia também: “Impostos podem matar setor náutico no Brasil”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 289 da Revista Oeste

Do mesmo modo, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) classificou a medida como “populista”, apesar de concordar que seja necessária. “É só jogada política, clientelismo, por que Lula não apresentou isso no primeiro ano [de governo]?”.

Para Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), a proposta é sobretudo uma medida eleitoral, mas sem reparo estrutural. “Isso resolveu o problema do imposto dos pobres? Não. O pobre continua pagando a mais alta carga tributária do mundo. Isso é enganação. Não tem nada a ver com a reestruturação do sistema de carga tributária sobre os pobres”. 

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4 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    O Senado se tiver alguma vergonha na cara ….ainda… como casa revisora e competente na matéria , não pode permitir aumento de impostos ou jabutis de incremento fiscal , que compensem a perda !
    Caso contrário fica evidente a ação politiqueira e populista do corrupto de 9 dedos !

  2. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    Nesse assunto todos se sujaram, e a oposiçao, sem coragem de assumir votou a favor e ficou postando bravatas esfarrapadas, que feio! É contando com essa pusilanimedade que o governo deita e rola em cima dessa oposição covarde!

  3. Joaz Santana Praxedes
    Joaz Santana Praxedes

    Pelo que li das reportagens especializadas não há o efeito cascata, de modo que quem ganha mais de 7.350 reais já é considerado rico por Lula. Só rindo…

  4. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Sim, é claro que é enganação, é populista, é eleitoreira, mas os deputados aprovaram por unanimidade. Parece a história do cara que solta gases no elevador e olha feio para o cara que está ao lado dele.

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