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• O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convidado para uma reunião no Departamento de Estado dos EUA no dia 15 de julho, para debater o terrorismo político.
• Vieira, no entanto, não deve comparecer ao encontro devido a compromissos prévios e à orientação do presidente Lula de evitar desgastes com Washington.
• A relação entre Casa Branca e o Planalto se deteriorou com tarifas sobre produtos brasileiros e a classificação de facções criminosas como terroristas, o que o governo Lula rejeita.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convidado pelo governo dos Estados Unidos para participar de uma reunião no Departamento de Estado norte-americano prevista para a próxima próxima quarta-feira, 15. O encontro debaterá o surgimento do terrorismo político no mundo.
Segundo apuração de Oeste, o chanceler ainda não definiu se aceitará o convite. Nos bastidores, porém, a avaliação é que a viagem dificilmente ocorrerá, pois Vieira já “tem uma série de compromissos previamente agendados para a semana que vem”.
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Além da agenda, pesa a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de evitar ampliar os desgastes com Washington, uma vez que o convite ocorre em um momento de forte tensão entre o Planalto e a Casa Branca.
Nas últimas semanas, a relação bilateral se deteriorou com a imposição de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e com o endurecimento da política dos EUA em relação às facções criminosas que atuam no Brasil.
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No fim de junho, o Departamento de Estado anunciou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
O governo Lula, porém, rejeita a classificação, argumentando que o PCC e o CV são organizações criminosas de tráfico de drogas e não têm motivação política ou ideológica, elemento considerado essencial para caracterizar o terrorismo.
O chanceler, inclusive, afirmou que esse tipo de enquadramento pode abrir precedente para uma eventual intervenção militar norte-americana em território brasileiro.
A declaração provocou reação da oposição, que protocolou pedidos, aprovados, de convocação do ministro em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado para prestar esclarecimentos.
Governo vê pouco espaço para negociação com os EUA
Nesta quinta-feira, 9, o presidente Lula se reuniu com o chanceler para discutir os desdobramentos da crise diplomática entre os países e nortear Vieira no trato com os Estados Unidos.
Segundo apuração de Oeste, integrantes do Itamaraty, no entanto, avaliam que há pouca margem para negociação em torno das tarifas anunciadas por Washington e consideram inegociáveis algumas das exigências apresentadas pelos norte-americanos.
A percepção é que as conversas com o governo Trump perderam espaço para discussões técnicas. E relatam que, desde maio, representantes do país passaram a adotar uma postura mais rígida nas negociações, deixando em segundo plano os argumentos apresentados pelo governo brasileiro.
Segundo o Itamaraty, o Brasil apresentou informações sobre temas como o sistema de pagamentos Pix, além de encaminhar uma proposta para buscar uma solução negociada, mas não obteve respostas.
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Nos bastidores, a avaliação é que a decisão dependerá, em última instância, de Donald Trump, que demonstra buscar alguém mais alinhado a ele politicamente.
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GRAÇAS A DEUS…ÍAMOS PASSAR VERGONHA NOVAMENTE !