Um relatório recente da Polícia Federal (PF) mostrou que o Banco Master teria pago ao menos R$ 22,1 milhões em propina a um lobista por intermediar aportes do Rioprevidência. A informação é do jornal O Globo.
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Esse valor corresponde a 0,6% do total investido pelo fundo de pensão do Estado do Rio de Janeiro, que injetou R$ 3,69 bilhões em diferentes ativos financeiros ligados à instituição financeira.
O documento, enviado pela PF ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, detalha que a comissão de 0,6% foi relatada em nota de rodapé da decisão. Segundo a Procuradoria-Geral da República, parte desses recursos foi para a Mídias Promotora S.A., empresa atribuída ao lobista Ricardo Siqueira Rodrigues, que atuava como intermediária das operações.
Intermediação ao Master e operação das empresas investigadas

Além da Mídias, a Planner Corretora, fundada por Maurício Quadrado — ex-sócio de Daniel Vorcaro e do Banco Master —, participou como intermediária ao vender cerca de R$ 510 milhões em letras financeiras ao Rioprevidência. Ambas as empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, realizada nesta terça-feira, 26.
A decisão judicial também menciona uma troca de mensagens entre Rodrigues e Vorcaro na qual o lobista agradece à equipe pela conquista da meta de captação. “Daniel, quero deixar registrado aqui meu agradecimento a toda a equipe que vc disponibilizou desde novembro”, escreveu o lobista. “Atingimos a meta estabelecida em apenas 45 dias, o banco foi o segundo maior captador de LF [letra financeira] nesse período e temos um pipeline [fluxo] para o primeiro semestre já em reta final de mais de bilhão.”
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O relatório não esclarece se Vorcaro respondeu à mensagem, nem se os valores das comissões se limitaram aos já citados. Ricardo Siqueira Rodrigues, que já colaborou como delator na Operação Lava Jato, também esteve envolvido no caso conhecido como “QG da Propina”, na Prefeitura do Rio de Janeiro, durante o mandato de Marcelo Crivella. Na ocasião, ele afirmou à Justiça que o empresário Rafael Alves utilizou um restaurante de sua propriedade para lavar R$ 1 milhão em propina.





































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