Solicitações para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, preste esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado ganham destaque depois de uma reunião fora da agenda oficial entre ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outros nomes do governo.
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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou pedidos para que Galípolo, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega sejam ouvidos pelos parlamentares sobre o encontro com Vorcaro, ex-controlador do Master, que à época era alvo de suspeitas de irregularidades.
Dúvidas sobre finalidade institucional da reunião no caso Master
Girão argumenta que a participação do presidente do Banco Central no encontro levanta dúvidas sobre a finalidade institucional da reunião. O senador detalha que “é imprescindível que esta comissão tenha pleno esclarecimento acerca das razões que motivaram a participação do sr. Gabriel Galípolo no referido encontro, da natureza das informações eventualmente discutidas, da inexistência ou não de pedidos, pressões ou tratativas relacionadas a procedimentos regulatórios, bem como das providências adotadas posteriormente no âmbito da autoridade monetária”.
O pedido para ouvir Rui Costa inclui questionamento sobre eventuais análises prévias de riscos administrativos e políticos antes do encontro entre Lula e Vorcaro, realizado fora da agenda oficial do Palácio do Planalto.
Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil defendeu a reunião, ao ressaltar que Lula, como presidente, precisa dialogar com representantes de todos os segmentos econômicos. “A agenda do presidente é recheada desses encontros”, disse o chefe da Casa Civil ao portal Metrópoles. “Se algum ator que, ao longo do tempo, representa algum segmento vier a cometer erro, isso não inviabiliza.”
Ampliação do foco da CPI e novos convocados
O foco da CPI do Crime Organizado, que inicialmente era investigar ações de facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, passou a incluir, em 2026, figuras ligadas ao escândalo do Banco Master. Entre os possíveis convocados estão familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, envolvidos com um resort no Paraná, negociado com o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. Há ainda requerimentos para ouvir Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, advogada que tem contrato milionário de assessoria jurídica com o Master.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste






































Senador Girão antes de Convocar alguns Corrupto para falar em alguma CPMI ou CPI primeiro o senhor tem que perguntar pros Ministros do STF se Pode por que o a gente ver é que tá tudo BLINDADO
Galípolo começou tentando independência, mas já está mostrando complacência…..