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Política

Marcos Pontes sugere abstenção para marcar oposição a Messias ao STF

Senador diz que estratégia expõe posição mesmo com voto secreto no Senado

senador marcos pontes
Senador Marcos Pontes: 'Essas propostas [liberação do aborto e das drogas] ameaçam a dignidade humana e a integridade da família que são pilares essenciais da nossa sociedade' | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Marcos Pontes (PL) defendeu que parlamentares se abstenham na votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A análise está prevista para esta quarta-feira, 29.

Segundo Pontes, a estratégia permitiria tornar pública a posição contrária, mesmo com o sigilo do voto.

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Jorge Messias e Lula da Silva: indicação por conveniência, diz entidade | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Jorge Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Senador questiona transparência do sistema

Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que o modelo atual permite que parlamentares declarem voto contrário, mas registrem apoio na votação sem identificação individual. Na avaliação dele, isso gera incerteza sobre o posicionamento real dos senadores.

Pontes explicou que o painel eletrônico da Casa diferencia quem vota de quem apenas registra presença. De acordo com o parlamentar, nomes destacados em amarelo indicam participação na votação, enquanto aqueles que aparecem em branco representam presença sem voto.

+ Leia também: “Semana no Congresso tem sabatina de Messias e análise do veto ao PL da Dosimetria

Para ele, a abstenção seria a única forma visível de demonstrar oposição à indicação de Jorge Messias, escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STF.

O senador pediu que colegas compareçam à sessão, registrem presença e não votem. Também incentivou eleitores a cobrarem posicionamento público de seus representantes.

Votação exige maioria absoluta

A quantidade de abstenções não altera o resultado final. Para aprovação no plenário, são necessários ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores.

Antes disso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisará a indicação. Nessa etapa, Messias precisa de ao menos 14 votos para avançar ao plenário.

Nos bastidores, senadores governistas e de oposição indicam que o placar oscila entre 45 e 48 votos favoráveis à indicação, o que sinaliza maioria suficiente para aprovação.

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1 comentário
  1. Jorge Augusto Atalla
    Jorge Augusto Atalla

    deveria fazer campanha para o voto não. e não se esconser atrás de uma abstenção

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