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Política

Marcos do Val exibe tornozeleira em protesto no Senado

Mais cedo, o senador disse que rejeitou um acordo para retirar o equipamento em troca do seu mandato

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No Senado, Marcos do Val permaneceu calado, com um adesivo sobre a boca, ao lado de outros parlamentares | Foto: reprodução/X/Jorge Seif

Nesta quarta-feira, 6, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) exibiu a tornozeleira eletrônica ao comparecer ao Senado Federal pela primeira vez depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs o uso do aparelho de monitoramento no início da semana.

No Senado, Marcos do Val permaneceu calado, com um adesivo sobre a boca, ao lado de outros parlamentares, enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) falou com jornalistas sobre o caso do colega.

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“O time que está aqui não aceita nenhum acordo que coloque em risco o mandato do senador Marcos do Val”, disse Damares. “Ele não tem nenhuma condenação, nenhuma denúncia. Temos aqui um filho que está proibido de visitar a mãe que está com câncer.”

Para Damares, a ordem de Moraes contra o senador viola “uma série de direitos humanos” e representa um desrespeito ao Parlamento.

“Chegamos ao limite”, continuou. “Hoje é ele, amanhã pode ser eu. Ele está podendo vir ao Senado, mas como não há sessão, precisa sair correndo para evitar ser preso, enquanto tem bandidos sendo colocados na rua.”

Marcos do Val se integrou ao grupo de senadores que segue ocupando o plenário da Casa, para obstruir as votações.

Leia mais:

Os parlamentares pedem que o presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o pedido de impeachment contra Moraes e a anistia para os presos do 8 de janeiro.

Marcos do Val rejeitou acordo para tirar tornozeleira

Mais cedo, o senador Marcos do Val disse que rejeitou um acordo articulado por Alcolumbre e integrantes do STF para retirar sua tornozeleira eletrônica.

“Querem que eu aceite um acordo para deixar o mandato e, no meu lugar, assuma a minha suplente, que é de esquerda”, afirmou o senador ao jornal Metrópoles. “Isso não vai acontecer. Nem eu, nem a oposição aceitamos esse acordo. Rejeito. O que queremos é que tirem as medidas cautelares impostas contra mim para não haver confronto institucional com o Senado”.

Leia também: “O tirano do Brasil”, reportagem de Cristyan Costa e Silvio Navarro publicada na Edição 280 da Revista Oeste

O senador Marcos Pontes (PL-SP) chamou o caso envolvendo o colega de “escandaloso”.

“Seguimos firmes em obstrução no plenário do Senado Federal”, disse o senador Jorge Seif (PL-SC). “Não vamos desistir do Brasil.”

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