Centenas de pessoas se reúnem na Rua Elvira Ferraz, no bairro paulistano do Itaim Bibi, na noite desta quinta-feira, 22, para protestar contra o escândalo do Banco Master. Convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), o ato conta com críticas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Imagens divulgadas pelo MBL nas redes sociais mostram a exposição de cartaz com os dizeres “Toffoli, vergonha suprema”. Em legenda em postagem no Instagram, o movimento se posiciona favorável ao impeachment do magistrado: “Fora Dias Toffoli”, publicou.
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Transmissão feita pelo YouTube mostra outras críticas. Há, por exemplo, cartazes que pedem a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Há quem lembre do “resort Toffoli”, em alusão ao hotel de luxo em Ribeirão Claro (PR) que teve formalmente como sócios parentes do ministro do STF e que, oficialmente, foi vendido para um advogado ligado à empresa JBS — e chegou a contar com participações de fundos relacionados ao cunhado de Vorcaro.
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Coordenador nacional do MBL e pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos marca presença na manifestação desta noite. De acordo com ele, o protesto é uma forma de se fincar posição “contra o sistema”.
A relação do Master com Toffoli
A relação do Master com Toffoli também se dá no âmbito jurídico. O ministro é o relator no STF do processo referente ao escândalo protagonizado pela instituição financeira, que acabou liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Como relator, Toffoli impôs sigilo sobre a ação. Investigações apontam que o Master realizou durante anos operações ilícitas, o que provocou fraude superior a R$ 20 bilhões ao sistema financeiro do Brasil.
Dono do Master, Vorcaro chegou a ser preso, mas ficou atrás das grades por somente 12 dias. Ele foi solto em 29 de dezembro, a mando da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Desde então, o banqueiro cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
O escândalo do Master é motivo de pedido de abertura de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional. Autor do requerimento, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou ter o apoio necessário para tirar o colegiado do papel.
Na cidade de São Paulo, onde fica a sede do Master (exatamente na Rua Elvira Ferraz), a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) protocolou, na semana passada, o pedido para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de se investigar o escândalo envolvendo o banco. Ela é integrante da coordenação do MBL e também marca presença no protesto nesta quinta-feira, com direito a exibir cartaz em que pede o impeachment de Toffoli.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste






































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