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Política

Lula tenta ganho político em megaoperação contra o PCC

Petista atribuiu resultados a ações do Governo Federal

Lula se manifestou sobre operação contra o PCC | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula se manifestou sobre operação contra o PCC | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A megaoperação deflagrada nesta quinta-feira, 28, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), que envolveu cerca de 1,4 mil agentes em oito Estados, abriu também um embate político sobre a autoria e a condução das ações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país testemunhou “a maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui” e vinculou os resultados a iniciativas do Governo Federal.

Em publicação nas redes sociais, Lula destacou a atuação coordenada da Polícia Federal, da Receita Federal e de Ministérios Públicos estaduais. “O trabalho integrado — iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado — permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, escreveu. Segundo o presidente, o compromisso do governo é “cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente”.

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Tarcísio reivindica protagonismo

Enquanto Lula atribuiu o êxito da operação a medidas federais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também se pronunciou em tom de liderança sobre as ações. Em dois comunicados publicados no X, o governador classificou a Operação Carbono Oculto como “a maior operação da história contra o crime organizado no setor de combustíveis”.

“Não há crime em São Paulo que o Governo do Estado não esteja disposto a enfrentar”, disse. Segundo Tarcísio, o esquema bilionário de lavagem de dinheiro, que envolvia postos, distribuidoras e usinas de etanol, foi desarticulado graças ao trabalho de inteligência das Polícias de São Paulo e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). “Em São Paulo, o crime não vai vencer!”

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Em outra mensagem, o governador classificou a data como um “dia histórico no enfrentamento ao crime organizado” e ressaltou que o trabalho iniciado em São Paulo se expandiu para todo o Brasil. “As facções estão sendo enfrentadas como nunca antes, e a mensagem é clara: em São Paulo, o crime organizado não terá vez!”

Nos vídeos divulgados nas redes sociais, Tarcísio detalhou o histórico de investigações. Segundo ele, desde 2023 o governo paulista atua em áreas onde identifica infiltração do crime organizado, como o transporte público e o setor de combustíveis. “O crime organizado descobriu que lavar o dinheiro por meio do setor de combustíveis era um grande negócio”, disse.

O governador relatou que o esquema envolvia postos, distribuidoras e usinas, com movimentações que chegavam a dezenas de bilhões de reais. “Só de bens bloqueados do Estado de São Paulo, a gente está falando de R$ 7 bilhões”, estimou. “Se fala que esse grupo pode ter fraudado mais de R$ 70 bilhões em impostos.”

Ele também destacou que o trabalho iniciado em São Paulo se expandiu porque parte do combustível adulterado entrava por portos de outros Estados. A operação se estendeu a regiões como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “A gente está dando uma demonstração de que não existe lugar que a gente não vá atacar o crime organizado”, disse.

Em outro vídeo, Tarcísio recordou declarações feitas em 2023, quando afirmou que o PCC controlava mais de mil postos de combustíveis. Na época, destacou a necessidade de enfrentar a infiltração no setor. “Um grande trabalho de inteligência começou a partir daí e se espalhou para o Brasil inteiro”, afirmou.

Lula e Tarcísio disputam os louros da operação

As manifestações públicas evidenciam uma disputa de protagonismo entre Governo Federal e Governo de São Paulo. Enquanto Lula enalteceu a criação de estruturas federais como o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, Tarcísio ressaltou que a iniciativa nasceu a partir da inteligência do Gaeco e das polícias paulistas, com posterior expansão nacional.

A megaoperação atingiu mais de 350 alvos, como fundos de investimento, postos de combustíveis e usinas. Segundo a Receita Federal, o PCC movimentava bilhões de reais por meio de redes de lavagem que envolveram até fintechs que atuavam como “bancos paralelos”. O prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 7,5 bilhões em tributos não pagos.

Leia também: “A ousadia do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 243 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Robinson dos Santos Pereira
    Robinson dos Santos Pereira

    Ele tem que explicar o apagão da ANP exatamente nesse momento de importação clandestina de metanol e de expansão dos biocombustíveis sem cumprir a promessa da queda do preço. Estamos pagando mais caro pelo etanol agora. Tudo bastante conveniente para o PCC. Dia desses empresários do setor de biocombustíveis brasileiros estavam na Europa tentando convencer empresários e governos de lá que a produção de biocombustíveis não compete com alimentos. Aqui é o que mais acontece. Ainda mais agora com essa E30. Agora mesmo que o preço do etanol deve continuar subindo, pois precisa de muito mais etanol que antes, precisa de açúcar e o escambau. E a promessa de independência de exterior com a redução da importação de gasolina, é balela, pois estamos precisando importar etanol. Esse governo tem que explicar isso.

  2. Robinson dos Santos Pereira
    Robinson dos Santos Pereira

    Ganho político? Ele tinha que explicar a implantação da gasolina E30 exatamente na época em que o PCC passou a investir em usinas de álcool. E também o diesel B15. Será que são apenas coincidências?

  3. Francisco Valderico de Andrade Jr
    Francisco Valderico de Andrade Jr

    Roubando ocorrência!😂😂😂

  4. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Operações sob comando de Guilherme Derrite aqui no estado de São Paulo, pinguço ladrão de nove-dedos só está sendo oportunista de m*rda.

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