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Política

Lula processa radialista da Bahia que o chamou de 'ladrão'

Washington Rodrigues fez o comentário durante um podcast gravado em 2023; petista acusa profissional da imprensa de 'injúria'

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia em Salgueiro (PE)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia em Salgueiro (PE) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma ação judicial por injúria foi movida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o radialista Washington Rodrigues, apresentador da rádio Conquista FM 92,5, localizada no sudoeste da Bahia.

O comunicador recebeu a intimação da Justiça Federal em 21 de maio e relatou o episódio durante a transmissão de seu programa.

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Durante o programa ao vivo Conquista Meio Dia, Rodrigues relatou que recebeu a visita de um oficial de Justiça da subseção de Vitória da Conquista, com uma intimação relacionada a um processo movido pelo presidente Lula, que o acusa de injúria. No ar, ele afirmou que prefere ser preso a ter que pagar qualquer valor.

O episódio que motivou o processo ocorreu em 2023, quando Rodrigues participou de um podcast. Na ocasião, ele foi indagado sobre como definiria Lula em apenas uma palavra e respondeu: “Ladrão”.

Defesa do radialista

Em sua defesa, Rodrigues mencionou as decisões da Operação Lava Jato que envolveram o presidente. “Lula foi condenado em três instâncias”, reforçou o radialista. “Tudo isso foi confirmado por uma das turmas do Superior Tribunal de Justiça, de forma unânime.”

O histórico judicial de Lula inclui 580 dias de prisão e a inelegibilidade nas eleições de 2018, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações em 2021.

Na época, o STF afirmou que as ações não tramitaram na jurisdição correta e que o juiz Sergio Moro, atual senador pelo União Brasil do Paraná, responsável pelos processos, agiu de forma parcial. Com a decisão, Lula recuperou seus direitos políticos e voltou à condição de inocente perante a Justiça brasileira.

A “injúria” contra Lula

O objetivo da base do governo Lula é ter protagonismo no na CPMI que vai investigar as fraudes no INSS | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva; petista já ficou preso por 580 dias | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No Código Penal brasileiro, crimes contra a honra englobam calúnia, difamação e injúria. Tais regras jurídicas são ações que atingem a dignidade ou a reputação de uma pessoa. Para cidadãos comuns, as penas podem variar de três meses a um ano de detenção, além de multa.

Se a vítima for uma autoridade, como o presidente da República, a punição prevista é mais rígida e pode alcançar de um a quatro anos de prisão.

A calúnia, conforme o artigo 138 do Código Penal, consiste em imputar falsamente a alguém a prática de um fato definido como crime. Já a difamação, no artigo 139, refere-se à atribuição de um fato ofensivo à reputação de alguém, ainda que verdadeiro, desde que não constitua crime, de modo a afetar a honra objetiva da pessoa perante terceiros.

Por fim, a injúria, descrita no artigo 140, caracteriza-se por ofensas diretas à dignidade ou ao decoro da vítima, como xingamentos ou insultos, de modo a atingir sua honra subjetiva.

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9 comentários
  1. Eldo Amílcar Franchin
    Eldo Amílcar Franchin

    Se incluir injúrias a sua santa alma gêmea, terá que processar,só no Brasil,cerca de 230 milhões de brasileiros.

  2. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Os canalhas esquerdistas que escrevem no Oeste não vao defender o ladrao?

  3. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Falar a verdade não e crime radialista convoque de testemunhas os desembargadores que condenaram o ladrao.

  4. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Aqui quando se fala a verdade …dói é o ladrao fica possesso ..

  5. FORA LULA
    FORA LULA

    no braziu da esquerda você não pode discordar do guverno nem dizer o óbvio. viva a democracia dos estados bolivarianos unidos do braziu.

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