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Política

Lula prepara cobrança de 1% sobre 'emendas Pix'

Governo federal quer reter parte dos repasses diretos a municípios sob alegação de aprimorar sistema de transparência

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de apresentação dos avanços do Novo Acordo Rio Doce no Espírito Santo, no Parque de Exposições de Linhares. Linhares (ES)
As emendas Pix funcionam como uma modalidade simplificada de repasse de verba pública | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja instituir uma taxa de 1% sobre os repasses feitos por meio das chamadas “emendas Pix”. A medida será formalizada por meio de uma portaria. O jornal O Estado de S. Paulo divulgou as informações nesta segunda-feira, 21.

Segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, a decisão tem respaldo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.

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Dessa forma, a cobrança valerá para cada transferência especial feita por indicação de deputados e senadores. Ao liberar o recurso, o governo ficará automaticamente com 1% da quantia.

A estimativa oficial projeta uma arrecadação de R$ 73 milhões neste ano, ao considerar um total de R$ 7,3 bilhões destinados a essa modalidade de emenda.

As emendas Pix funcionam como uma modalidade simplificada de repasse de verba pública. A transferência vai direto para as contas de Estados e municípios, sem a necessidade de firmar convênios com a União ou apresentar projetos técnicos.

Como resultado, a agilidade do processo deu origem ao apelido, que remete à rapidez do sistema bancário instantâneo. Formalmente chamadas de “transferências especiais”, essas emendas foram alvo de críticas e ações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2024, o ministro Flávio Dino determinou que elas deveriam obedecer aos princípios constitucionais de transparência e rastreabilidade, além de passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União.

Emendas seguem sob baixa fiscalização

Apesar das determinações judiciais, o monitoramento das emendas apresenta falhas recorrentes. Em muitos casos, não há registro claro sobre a destinação do dinheiro. O uso de contas intermediárias e a ausência de dados bancários completos dificultam a identificação dos beneficiários finais.

Para tentar solucionar esses gargalos, Dino convocou uma reunião, no STF, para o dia 5 de agosto com representantes dos órgãos de controle e bancos públicos.

+ Leia também: “Lula diz que pode disputar reeleição para não entregar o país para um ‘bando de malucos'”

A LDO autoriza o desconto de até 4,5% sobre as transferências especiais. No entanto, o texto trata essa cobrança como facultativa. Mesmo assim, o governo decidiu aplicar uma taxa fixa de 1%, alegando que o valor será destinado à manutenção e ao aprimoramento do sistema Transferegov.br.

3 comentários
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    O Desgoverno Lula 3, paquidérmico, ineficiente, perdulário e eivado pela corrupção inerente ao lulismo/petismo, não duvidem se além de cobrar sobre Emendas PIX 1% do valor total, poderá, em desespero, taxar o próprio PIX. Bem que o Consórcio STF/TSE/LULA/PT/VELHA IMPRENSA poderia cobrar do Ministro da Educação, o tal Camilo Santana, uma explicação sobre o ” errinho, a inconsistênciazinha, e pedaladazinha ” no Ministério do Camilo, uma coisinha que a ” CGU apontou distorção de R$ 4,3 BILHÕES DE REAIS no Ministério da Educação.” “Auditoria do órgão expõe ativos inflados e riscos fiscais bilionários para a União” “Entre a conta de bens móveis registrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os controles patrimoniais internos das universidades e institutos vinculados.” De acordo com o documento, “os valores registrados nos sistemas próprios de 53 entidades avaliadas são inferiores aos informados no SIAFI, demonstrando uma superavaliação do ativo do Ministério”.
    ” Além disso, a CGU apontou falhas na apuração da depreciação de bens móveis, estimando distorção adicional de R$ 1 bilhão. O relatório afirma que as diferenças “ocasionam reflexo no balanço patrimonial, limitando a transparência pública e o uso dos demonstrativos contábeis acerca da situação patrimonial” Outro ponto destacado é o crescimento expressivo das provisões de longo prazo, que saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 109 bilhões em um ano. Segundo a auditoria, a Nota Explicativa sobre as provisões “não atende aos requisitos da Estrutura de Relatório Financeiro exigidas pela legislação”, deixando de informar valores usados, reversões e prazos para a saída de recursos.” O Consórcio STF/TSE/LULA/PT/VELHA IMPRENSA vai abafar mais esse escândalo de corrupção?

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O “governo” lula agora cobra comissão sobre as emendas. Que tal?

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